Pesquisando

Mostrando postagens com marcador #RightInTheSolarPlexus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #RightInTheSolarPlexus. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de maio de 2017

os altos e os baixos


Que maravilha, a euforia de volta! 
É um puta ciclo infernal de altos e baixos


Para melhorar a situação, minha cabeça tá funcionando no overdrive, maaaaaaaas produzindo melhor e com mais sociabilidade. E por que por que por que?

Porque Platão era um babaca e externou a teoria que rege minha vida. Seria mais suportável se eu não soubesse de nada e que ficar na ignorância é mais válido que ter os instantes de euforia maravilhada para então balançar a cabeça em um momento de racionalidade fatalista e dizer:
"Que m****. De novo não."


Mas como a sorte foi inventada pelos loucos e os poetas são sortudos por conseguirem ficar nessa euforia por mais tempo que meros pragmáticos idiotas, lá vem de novo. E se tou cantando música pop dos anos 90 não é só por nostalgia. É cômico, deprimente, trágico e deveras desnecessário, mas hey Platão querido, cê não era o piorzinho do rolê não, tá? 

Tinha aquele teu aluninho ordinário. 
E ele tinha uma visão de mundo bem pior.






sexta-feira, 19 de maio de 2017

aqueles assuntos pra fazer chorar


Acompanhava o AfterEllen quando era bom, bem escrito e feito por um staff inteiramente queer. Hoje fico com o Autostraddle porque é a única opção viável de informação LGBT lá de fora que possa me ajudar com algumas coisas. Poliamor é uma delas. 

Toda vez que leio um bendito artigo, eu tenho uma vontade danada de abrir um buraco, bem fundo, e me enterrar de baixo pra cima, em um ritual sistemático. A experiência inaugural não foi tão boa assim e óbvio que me deixou com impressões ruins do que poderia ser.

A concepção de um relacionamento em que pessoas pensam como indivíduos e não como casais, buscando intimidade e vivência com outras pessoas além do tradicional é algo tentador pro meu projeto anarquista de observar o mundo, maaaaaaaas infelizmente a vida real também me mostrou que pedras me ensinaram a voar. Isso mesmo.

Mesmo que o Poliamor seja de certa forma o mais razoável que entendo para pessoas se conectarem sem a cobrança bizarra da sociedade monogâmica, ainda travo com trocentas coisas, a comunicação por exemplo. O sistema de gestão da informação. A cisma dos papéis bem definidos e categorizados.

Creio que para chegar a um nível de decidir ser/estar em um relacionamento poliamoroso deve haver um entendimento bem mais elevado do que possuo - ou que construí socialmente nesse corpo em que habito - talvez na próxima vida consiga me encaixar nessa. Ou não.

Então na lista de assuntos que me fazem chorar amargamente, acrescenta aí não compreender bem Poliamor. E parar de ler artigos com essa temática, pelamoooooor.







quarta-feira, 10 de maio de 2017

padronização de mariposas


E o padrão persiste. 
Por alguns segundos prendo a respiração, é o que posso fazer sem causar nenhum distúrbio perceptível. Uma parte é querendo que aquele sentimento não suba do diafragma pros pulmões, traqueia, garganta, língua, solta respiração, devagar, sem pressa.


Pode ser a ansiedade, não é. 
É outra coisa.


O sentimento desce, ralo, digerido, liquefeito em uma emulsão viscosa, devagar, inundando os poros, afogando células, dando de beber a pensamentos nada ortodoxos para a hora.

Disfarça, olha pro relógio, nem de tarde ainda. 

É pra se ter esse tipo de devaneio a essa hora? 
Tem hora pra devaneio? 
Está sendo impróprio, invasivo, simplório? 

Respira de novo, devagar, não deixa subir outro acesso, alguém pergunta: "Cê tá bem?" - oh e como! 
A sensação - lida em algum livro decano empoeirado em alguma estante - é de euforia. 
Das brabas. 

Aquelas que dá voz de perdição eterna em inferno cristão. 
Parece que não acaba nunca. 
E também não volta a acontecer sem antes ter esse padrão.

Padrão besta.

Pode ser um sorriso no meio da multidão, um olá tímido, uma mensagem qualquer no meio da tarde. (Ainda é tarde?! Pode pensar nesse tipo de coisa a essa hora?) 

E pimba! 
O que não existe, acontece. 
O que nem devia funcionar, funciona.

Borboletas no estômago, dizem. 

Prefere mariposas no baço, porque por estudar muito a língua dos intelectuais acabou adotando muito deles pra si, e borboletas são horripilantes com suas transformações hediondas. E como volta e meia seu baço dava sinais de vida (morto-vivo) era ali que mariposa, ínfima que fosse, pousava e era duplicada  a cada breve sorriso no meio da multidão.

Que padrão besta.

Fez ao mapeamento disso, pra entender melhor, pra não se deixar cair na mesma armadilha, para não sentir coisa alguma, conhecer o inimigo antes de atacar. Ser hipócrita, ser feliz com o que tinha, ter menos empolgação e mais responsabilidade.

E o padrão seguia. 

O sorriso na multidão virou conversa no meio do hall, do nada, assim como se não quer nada, aquele papo furado que não leva a nada. 
E mais mariposas produzidas em velocidade da luz. 

A luz que nem vinha de dentro, mas uma placa de neon luminosa e tentadora.

O sorriso é o mesmo (e como não reconhecer aquele sorriso tão expressivo?), a voz é mais calma e puxando algumas vogais que lembrava (Lembrar? Devanear é o termo no manual grosso da academia), uma pergunta aqui, outra ali, comoassimnaosabiaqueeradetalescolaeformadaemtalclasse?!

Muita emoção pra pouco tecido cardíaco.

As mariposas que estão já circulando pela corrente sanguínea não dão trégua, a próxima frase sai gaguejada, um grupo em especial se debate entre o pescoço e as maçãs do rosto, nunca sentiu sua cara ficar tão quente sem ter febre. Mariposas no baço com padrões óbvios de fazer passar vergonha por demonstrar demais. Acerta o compasso dos batimentos acelerados (desde quando tem corrente e ritmo ali?! Malditas mariposas?!), pede licença, precisa de ar, a reação primária voltou com toda força, desafiando gravidade, chegando de supetão, acertando um dos ouvidos em cheio, um deles entope e ouvir se torna difícil.

Apenas o ecoar do sorriso lindo em papo furado no Hall. (Sorriso tem som?! Por favor, que não esteja sofrendo de sinestesia a essa hora da tarde?!)

Lava o rosto queimando sem razão. 
(Porque a Razão, a Razão dos intelectuais não explica direito essas coisas sem teoria complicada e química e leis da reprodução. Tem um termo para isso naquele manual de anatomia que insistem em ignorar. Há também instruções naquele trambolho. Bem breve, mas certeiro na descrição) 

Lava rosto de novo.


A queimação vai descendo, rosto, queixo, garganta, traqueia, pulmões (tá difícil de respirar direito aqui desde quando?), diafragma, um soluço, alto, incontido, segura o ventre esperando que a sensação vá embora, não vai.
Maldito padrão besta.

Um gole generoso de água gelada, substituindo a sensação calorosa e pecaminosa por outra mais incômoda. Lutar contra as próprias vontades é um esforço em vão quando se tem a pessoa que deseja tão perto, mas tão longe do toque. 
(e não vai acontecer, não não não não precisa acontecer, por que raios acontecer, tá ficando biruta? Quais são as possibilidades de...?)


Volta com menos certeza do que quer e o que o corpo quer. 
Devaneios impróprios não contam mais aqui. 
Tenta reagir naturalmente, tudo tranquilo, tudo profissional, não tem motivo algum de...


Uma das mariposas, esperta que só ela, finca as patinhas peludas insectoides no músculo de bombeamento governado por quatro cavidades, sim, aquele órgão amorfo que não faz diferença alguma quando você não está vivo para senti-lo, mas agora? Agora que decide funcionar?!

O inseto imaginário fica ali, esperando o momento certo, para avisar a seus comparsas que na próxima conversa de corredor, no próximo aceno, no próximo sorriso, vai ter milhares ali lembrando que a vida continua mesmo se tudo aqui dentro parece arruinado, destruído e contaminado.

Maldito padrão besta.

domingo, 14 de agosto de 2016

canned heat?


Começando o post com um gif nada a ver com o pensamento racional em que tento me pautar para escrever, mas que com certeza tem tudo a ver com o que meu corpo tá querendo extravasar.

E como a vida é cheia de disciplinas, normas, padrões, legislações e bastante, mas bastante cuidado aqui na conchinha do Gary (meow meow), às vezes acontece de um comportamento escapulir do modo "normal" de atividades.

Obrigada meus pais por me conceberem em dezembro/janeiro para mamys me parir em setembro, Virginianxs são criaturas adoráveis quando domesticados e ainda mais quando esse processo é mediado por um sociedade altamente preconceituosa, que pressiona padrões de comportamento tão f****** para a gente interpretar como deve que chega em certas situações em que o corpo fala mais alto que a consciência.

E aí tá o dilema de qualquer virginianx que se preze: a gente NUNCA deixa o corpo/coração/emoção vencer. Podemos dar o braço a torcer em situações de risco pessoal, para o auxílio de alguém, mas para satisfazer algo que está remoendo nossas entranhas e só sossegará se tiver esse ato egoísta terminado? Nope. Vai ver que é por isso que nos chamam tanto de chatos.
E somos, não vou mentir, eu gosto de ser chatx, porque isso me torna uma pessoinha muito, mas muito feliz em sacanear com todo mundo que encontro e não consegue se controlar em instintos básicos. Aí a coisa vira quando a situação acontece com você mesmx.

Debaixo do link tem coisas que me sufocam já faz um bom tempo. E dessa vez são da parte física.


sexta-feira, 22 de abril de 2016

o morgan mais velho


Eu poderia começar a escrever um livro infantil com a temática sobre a minha família por parte de pai. Daria uma estória e tanto!

Créditos da foto: Marlon Gaspar pelo Panoramio
Então hoje, após 19 anos sem uma conversa franca com o Morgan-mor, sentamos perto da Figueira Centenária, olhamos um pro outro e fomos conversar. O grande problema aqui é que a falta de comunicação perpetua dentro da família, sempre com a omissão de saberes, conhecimento, passados e lições. "Não faça o que eu faço, mas também não vou te explicar como não fazer o que fiz de errado, então é provável que você erre da mesma forma, se não mais epicamente". 

Mazomeno isso.

Já tava sentindo o comichão de ver os mais velhos por determinado assunto não-falado entre os familiares (um dos muitos), e crendo que as respostas viriam naturalmente, assim se foi.

[EDIT] OMFG havia esquecido que amanhã é dia de São Jorge!! E putz, Lua Cheia?! Resolução tava pedindo pra ser atendida prontamente!

sábado, 1 de agosto de 2015

[videos] It takes a lot to know a man - Damien Rice

Tudo que precisa é de um palco enorme, uma multidão, um violão todo arrebentado, vários instrumentos a disposição e um irlandês maluco. Se esse cara fizer show aqui no Brasil não sei qual outro órgão terei que vender pra comprar ingresso.


Yep, ele conseguiu. O vinhado vai fazer show aqui no Brasil e pro meu desespero não terei órgão algum para vender a tempo. Valeu irlandês com nome de cereal mais cultivado na China!

Vou ali no cantinho chorar...


It takes a lot to know a man
It takes a lot to understand
The warrior, the sage
The little boy enraged

It takes a lot to know a woman
A lot to understand what's humming
The honeybee, the sting
The little girl with wings

It takes a lot to give, to ask for help
To be yourself, to know and love what you live with
It takes a lot to breathe, to touch, to feel
The slow reveal of what another body needs

It takes a lot to know a man
A lot to know, to understand
The father and the son
The hunter and the gun

It takes a lot know a woman
A lot to comprehend what's coming
The mother and the child
The muse and the beguiled

It takes a lot to give, to ask for help
To be yourself, to know and love what you live with
It takes a lot to breathe, to touch, to feel
The slow reveal of what another body needs

It takes a lot to give, to ask for help
To be yourself, to know and love what you live with
It takes a lot to breathe, to touch, to feel
The slow reveal of what another body needs

It takes a lot to live, to ask for help
To be yourself, to know and love what you live with
It takes a lot to breathe, to touch, to feel
The slow reveal of what another body needs

What are you so afraid to lose?
What is it you're thinking that will happen if you do?
What are you so afraid to lose?
(You wrote me to tell me you're nervous and you're sorry)
What is it you're thinking that will happen if you do?
(Crying like a baby saying "this thing is killing me")
What are you so afraid to lose?
(You wrote me to tell me you're nervous and you're sorry)
What is it you're thinking that will happen if you do?
(Crying like a baby saying "this thing is killing me")
You wrote me to tell me you're nervous and you're sorry
Crying like a baby saying "this thing is killing me"

sábado, 25 de outubro de 2014

[video] Fix you by Coldplay



Tears stream down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I
Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Read more: Coldplay - Fix You Lyrics | MetroLyrics


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

[videos] my beautiful woman 3/3

Bora verter muitas lágrimas hoje!!
A Chairim - anjinha linda do meu coração - me mostrou esse vídeo entre um diálogo e outro da sessão de Feéricos e totalmente perdi o fio da meada ao descrever a aparição de um bicho-papão. Esse curta é a parte 3 de uma campanha de uma fabricante tailandesa de lingerie (???) e conta a história de Jane e June, mãe e filha, que apesar das adversidades de um rumor maldoso, mostram que a mensagem é universal.

Até demais, oh crabs so many feeeeeeeels!!



$(function(){$.fn.scrollToTop=function(){$(this).hide().removeAttr("href");if($(window).scrollTop()!="0"){$(this).fadeIn("slow")}var scrollDiv=$(this);$(window).scroll(function(){if($(window).scrollTop()=="0"){$(scrollDiv).fadeOut("slow")}else{$(scrollDiv).fadeIn("slow")}});$(this).click(function(){$("html, body").animate({scrollTop:0},"slow")})}}); $(function() { $("#toTop").scrollToTop(); });