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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

benedito chegou cedo hoje...

"Ai, viver essa vida tão cheia de rancor e lembranças chatas..."
"Memória seletiva e amnésia progressiva é o que há!"

Mas será o Benedito que veio cedo hoje me perturbar?



Postado via Blogaway

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

arquivoversao1corrigidoqueaguerradeegotahdemaisessesdias.doc

Não sou adepta de guerra de egos. Tenho uma reputação a zelar - a de cara-de-pau que não toma partido algum em cima do muro? - e esta acaba pendendo na balança quando assuntos sérios são colocados em pauta.

Para introduzir esse assunto delicado em nossas rotinas trabalhísticas, românticas, conjugais, familiares e outras instâncias de pública e particular adversidade, apresento a minha paranoia constante de arquivos errados feitos em conjunto. Tenho pesadelos com cópias erradas de trabalhos acadêmicos e fanfiction. Sério. É um pavor insano que me acomete desde a graduação na PUC, nos tempos áureos de disquete 3/4, diversos emails na caixa de entrada com títulos do tipo: 

arquivoversao1corrigido.doc
arquivoversao22corrigidofessorapodecolaranexo.doc
arquivoversao666corrigidoversaofinalcorrigidafessorapodeclicarqueehessemesmo.doc

Junto a estes emails, frases de puro pânico como:

COPIA PARA A PASTA NO PC!!
COPIA PRO EMAIL DE ________ (nome de alguém do grupo ou amigx de sala)
COPIA PRO DISQUETE
IMPRIME E REIMPRIME E IMPRIME DE NOVO!

Era uma verdadeira maratona de paranoia que só terminava quando imprimia finalmente a versão aceitável, colocava o encadernamento e deixava bunitinho na mesa dos professores. Sempre deu certo, nunca me falhou dessa forma. Quando trabalhava em conjunto é que me perdia nas versões de arquivo, até que o Google Drive veio para salvar minha pobre alma designada ao limbo da edição de arquivos em conjunto com diversas versões.

Tenho tino de quanto é importante fazer anotações durante reuniões, como é bom manter um registro documentado em mãos para poder argumentar antes, durante e depois, é essencial para se cobrar ou justificar algumas situações. Mas o que fazer quando esse poder não é delegado a sua própria pessoa e sim outrém?

E o mais importante: e quando toda uma estrutura é negada quando esse registro é desvalidado pelo "erro" cometido no meio de uma guerra de egos?

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

[contos] pequenos salva-vidas

Tudo começa quando não há vontade de se levantar da cama.

Acordado você já está, encarando a parede com estrelinhas luminosas que nunca irão te deixar no completo escuro, o escuro te assusta não pelo que não pode ver, mas sim o que pode habitar entre sua imaginação antes de adormecer e o acordar do pesadelo contante.
A vontade de se levantar é nula, como uma força gravitacional maior que você possa calcular em perfeito estado de sanidade.

O problema é que a essa hora da madrugada você nunca está em seu estado perfeito.

As horas vão passando entre cochiladas e rolamentos entre lençóis, travesseiros demais na cama que supostamente deveria te dar descanso, não ser a testemunha de sua briga interior. É ridículo pensar que você está finalmente passando por isso. Finalmente! Porque sempre esteve aí, entre as frestas que você tampava com supercola para poder manter o sorriso no rosto, deveria ter funcionado, mas não dá mais. Não funciona mais como 10 anos atrás, acho que nem funcionava naquela época, mas tudo bem, levantar. Mesmo sem vontade, mesmo sem o porquê de se levantar. Para quem ama sonhar acordada, ficar na cama parece um alívio, mas não é.

O dia vem, há coisas a se fazer, coisas a se fazer, muitas coisas a se fazer. Coisas que você não vê muito sentido em fazer, porque elas não estão diretamente ligadas com o que você quer agora. E tudo que você queria era um café passado na hora e bom de tomar sem agredir as entranhas.

O levantar sem vontade dá lugar ao arrastar de pés, o corpo dolorido pela noite agitada, o paladar não tolera muito o leite que substitui o desejo do café. O corpo não cobra esse pequeno prazer, é a mente que precisa de algo para ficar alerta (Há coisas a fazer, lembra?!), há possibilidade de conseguir isso com essa força gravitacional te emperrando no levantar da cama é mais difícil, o de confiar isso a outrem é pior ainda. Já caminhou tanta nessa cidade linda atrás de um pão de queijo decente, um pingado de café gostoso e genuíno e feijão mineiro.

We're all the same on Mondays, right?



A comunicação é esparsa, o chacoalhar do ônibus faz o ritmo do dia, parece que as pessoas ao redor resolveram notar alguma placa de conselhos grátis que você nem sabia que existia (E providenciou tardiamente em esconder bem atrás da fachada de "oi posso ser útil?"), mas que seja, elas irão perguntar, irão questionar, irão choramingar e de qualquer forma que for - rude ou não - haverá respostas. Sempre deve haver respostas.

domingo, 22 de dezembro de 2013

[interlúdio] dominação e submissão

Não, esse post não vai falar de coisas pervas e nem NC-17 ou R+18, okay. O trem é sério, o trem é real, o trem está em qualquer camada social até mesmo da sua casa. Pelo menos na minha está e é foda admitir que esse tipo de hierarquia social/emocional/semântica/parental possa estar afetando tanto as nossas vidas novamente.

Debaixo do link TL;DR;, mimimi de coisa séria: Dominação & Submissão. Enquanto faço uma autoavaliação da situação em que a vida chegou dentro da minha família, pode servir de ajuda para alguém que esteja passando o mesmo perrengue.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Um futuro próximo com zumbis em Floripa

Este post foi escrito sob a influência delirante de um calor horrendo de sensação térmica acima dos 40°, qualquer opinião expressada aqui está condicionada ao simples fato de que a autora estava morrendo de medo do Dia Z chegar e estar com metade do cérebro derretido

Todos nós sabemos que algum dia vai chegar o Dia Z, certo? Não adianta reclamar, dizer que o Apocalipse chega antes, quatro cavaleiros montados e blablablá, arrebatamento e sei lá, a Skynet invadindo o mundo inteiro com uma Revolução das Máquinas. Zumbis. Anota aí: É isso que vai acontecer.
E depois o resto possivelmente. De preferência tudo ao mesmo tempo ou seguindo uma ordem aleatória.

Okaaaaaaaay, sobrevivi a uma situação bem tensa ontem - 07 de dezembro de 2012, marcarei essa data como início de treinamento de sobrevivência - com os combinados: SEM LUZ e CALOR DE MAIS DE 35°. Estamos bem na premissa, beleza, por que o terror começa agora.

Desde de manhã no dia 07, os picos de luz estavam a me incomodar, até receber a notícia que algumas quadras mais a frente - onde minha irmã mora com sobrinhos e o marido - a luz havia acabado. Tudo bem até então, explicaria o porquê da luz ir e voltar por aqui. Aí caímos numa discussão linda sobre como a CELESC - Companhia Elétrica de Santa Catarina - é uma das empresas mais eficazes em atender chamados de emergência quando a luz cai. Mas para atender, meus amigos, não para solucionar o problema.

Como haveria de sair para o Norte da Ilha - apenas para lembrar, moro na Palhoça, cidade metropolitana da Grande Florianópolis, isso me renderia cerca de 2h30 de ônibus num dia ferrado de calor - saí de casa mesmo sem energia elétrica, não me faria falta mesmo, e me muni da garrafinha d'água gelada. Estava certa que aguentaria o calor de 32° que já assolava por aqui.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Processo de Imersão Nada Amigável

[originalmente postado em 09/07/11 12:59]
imersão (i-mer-são)
s. f.
Ação de mergulhar um corpo em um líquido; resultado dessa ação: a imersão de um submarino.
Astronomia. Entrada de um astro na sombra de outro.


imersão. [Do lat. immersione.] S. f. 1. Ato de imergir (-se); imergência. 2. Astr. Fase inicial de um eclipse.

Isso foi do Aurélio catatau cheio de página edição de 1972 velhaco pra baraleo.

E tem outras definições complicadas para o conceito de imersão, o que inclui a versão religiosa (batismo em águas), lingüístico (Aprendizado de idiomas através de imersão), literário (cibernarrativas como a fanfiction te obriga a fazer imersão sem querer) e teatral (que realmente ainda não compreendi o conceito, mas sinto isso toda vez que preciso escrever fanfiction).

A briga toda com essa última definição que não tenho aparato teórico para explicar é o que mais me incomoda quando volto a escrever uma história que está paradinha por um tempo,a imersão dos personagens não estão lá, eu preciso recriar todo o processo para voltar a “vestir” as personagens. Acontece que isso não acontece comigo faz tempo. Faço o possível para me imergir dessa coisa toda e ver a história como leitor e não como quem escreve (Isso é ótimo às vezes, dá pra ver mais erros/furos de narrativas que o normal, mas te desprende completamente do cenário depois de um tempo.)

Como o Twitter é o SAC da vida e também um antro de discórdia vil e perigoso, me vem a @cleoamachado escrever algo sobre Lothlórien e uma suposta mudança de chefia no local. Eu brinquei que não havia votado na última eleição e onde poderia justificar. E isso desenrolou em uma imersão imediata na personagem da Haryel (De muuuuuito tempo atrás que apareceu pouco por aqui, mas que me definiu como blogueira lalala) que começou a proclamar sobre Política na Terra-média. Okay, isso foi em menos de alguns segundos e já estava a falar com o monitor que o sistema carcerário de Mandos era falho e digitando apressadamente no Twitter que deveriam instalar logo uma CPI contra Irmo pelos maus tratos eternos em Valinor e sua conduta Inexorável com os Noldor.

Por pouco não incitei outra rebelião imaginária em minha cabeça que só terminava com a cabeça de Irmo (Ele tem cabeça? É tangível?) fincada numa estaca e passando as chaves do Palácio de Mandos para a irmã mais nova dele, Nienna. Isso em meros segundos fui reduzida a uma elvish raaaaage testemunhadas por ninguém. Graças a Eru, mas foi assustador.

A imersão é isso? Eu imagino. Você estar tão ligada a um personagem que acaba comprando briga pelo partido dela. Agora sei como os fanáticos religiosos se sentem, e os torcedores de futebol e os jogadores de WoW mais aficionados a lutarem com unhas e dentes pela Facção que pertence. E é estranho porque a Sorena, a personagem que deveria personificar isso tudo não está nem aí pra quem tá brigando ou não. Acabou caindo na Haryel (Como sempre obsessiva-compulsiva em honrar o nome da família fictícia) essa parte da imersão teatral.
Continua sendo assustador.

Eu queria ter mais disso com a Sorena, ou até mesmo com a Tia Anna Danwells Doida de Pedra Rowan, mas a @cleoamachado me proibiu de ir de Cosplay no último HP7 parte2 (Motivos ela tem de sobra, o que inclui a minha idade mental vs minha idade biológica). Medidas drásticas? Nem vou na estréia, nem espero ver o filme. Se não é para imergir na minha personagem favorita de todos os tempos, não vou me deixar ir. E tem DVD daqui há 3 meses e tem na internet 1 dia depois. Pra quê sofrer antecipadamente?!

Agora vou remoer porque perdi essa vontade de imersão em personagens… Eu seria uma péssima atriz… Vivendo sempre na sombra da única personagem em que conseguiu imergir totalmente. Crap.
Oh oh eu consigo imergir na Jojo Ulhoa às vezes, mas isso é biograficamente discutível.

Esse é um post patrocinado pelo Desabafo e o Nonsense. Realidades Alternativas também nos apóia incondicionalmente. (E acabo de perceber que escrevo muito sobre mim com pronome da 1ª pessoa do plural.)

sábado, 14 de janeiro de 2012

Nostalgia dos meus 7 anos - Ace of Base

Quando eu tinha uns 7 anos eu ainda morava em Capoeiras, na rua Thiago da Fonseca, sabia escrever meu nome, soltar pipa, sabia a escalação do time do Botafogo todo, sabia o placar de medalhas das Olimpíadas de Atlanta (1992) e tinha uma irmã 6 anos mais velha que só escutava poperô – ou Eurodance como é chamada.

Todo mundo na rua era mais velho que eu, sem exceção, então eu meio que era a sombra da minha irmã por um tempo. Ela escutava muito Ace of Base, muito mesmo, escrevia o nome da banda em tudo quanto era lugar e vandalizou um guarda-roupa que sobreviveu por muito tempo com corretivo e estilete e o nome da banda e outras. Eu lembro disso perfeitamente. Da música tuntuntuntiz que era o tempo todo, de não entender parcialmente o inglês, mas saber que no LP tinha a tradução.

O LP era esse aí – Happy Nation de 1992 – srsly business entrou no Guinness Book como um dos LP’s mais vendidos na história fonográfica e fazia parte da rotina lá de casa, mesmo que eu não prestasse atenção naquela época – eu preferia prestar mais atenção em Ursinhos Gummy e Tv Colosso tá?

Então resgatando a Discografia vinda na última viagem a casa de minha irmã, lembrei de cada coisa anexada ao grupo sueco que agora posso afirmar que tenho memórias de infância incluindo meus 7 anos, Ace of Base era uma delas. Acho que a primeira música ouvida foi Happy Nation mesmo e a Jovem Pan era craque em colocar a música trocentas vezes para tocar até a exaustão, All that she wants que cantei a letra sem saber naaaaaada do que se tratava por pura força do memoramento infantil, Wheel of Fortune – que eu nem lembrava que existia, mas olha só!

A minha favorita é Beautiful Life pela letrinha chimfrim, mas que eu cantava muito bem aos 7 anos para alguém que mal sabia falar português direito xDDD



Submissão

submissão substantivo feminino
sujeição forçada ou voluntária
dependência
humildade

A definição da Wikipedia me satisfaz para esse post longo e reflexivo.
Tudo começou com um outdoor enorme bem ali na beira-rio dessa cidade maravilhosa em que vivo anunciando mais outro evento evangélico para o fim de semana com a presença ilustre da minha ídola de infância Mara Maravilha. Sim, ela virá a essa roça cantar louvores ao Senhor e tudo mais.

Nada contra… arrãm by L.L.

Então o título do outdoor é que me fez pensar nesse substantivo tão carregado de subentendidos, “Betim aos pés da Cruz” é bem forte não? Bem chamativo, bem evangélico, bem submisso, porque se estar aos pés de alguma coisa ou alguém é sinal que há atividade submissa na ocasião. Então assim posso cogitar que haverá centenas de pessoas saudando e louvando a Cruz, mas como reconhecimento ao sacrifício de nosso bondoso Senhor não é? Não tem nada a ver com falta de opinião própria, influência taxativa da sociedade patriarcal ou de temor ao Dia do Juízo Final, é?

Mesmo assim, ainda está submisso demais para poder não ficar com aquela coceirinha atrás da orelha para falar sobre o uso bizarro de palavras do vocabulário que com certeza podem dar explicações mais profundas que um evento de fim de semana.

Então tá! Como todo protestante que se preza, obediência e respeito por Deus são os principais elementos da congregação toda. Católico é mais “ama teu próximo bláblábla“, evangélico é mais “se curve perante a Ele” ou algo que sempre entortei a cara quando ouvia “entrega sua vida a Ele que tudo se resolve“. Como se não tivesse que me preocupar com cerca de 2 bilhões de pessoas (cerca de 60% da população mundial não é cristão-judaico) que NÃO acreditam no mesmo Deus que eu e mais trocentos milhões de coreanos que acham que só chove quando o Kim Jong-il Pai quer… Como pode? Como? Por onde eu começo?

A falta de alternativas para explicar tal comportamento submisso dos protestantes é mais outra demonstração de que a submissão é tão precisa e cabida que não tem como escapar dela. Big Brother is watching you!! Se arrumar explicação em outras vertentes, vamos acabar em palavrinhas como fanatismo, sincretismo, assimilação e dominação. Aí eu páro geral, se tem dominação é porque tem submissão no meio.
Bingo!

Na Psicologia isso tem fundamento, na Teologia isso tem lógica e nas Ciências isso é parafilia. Se eu não obedecer a Deus há poucas possibilidades remotas de eu ser salva no Final dos Tempos. Ocorre alguns outros fenômenos também como ser jogado no fogo dos Inferos, fritar num caldeirão com imps demoníacos com garfinhos me espetando, ou para quem é mais chique é queimar no mármore branco do Inferno, apesar de achar que lá é frio pra cacete e não ao contrário automaticamente mesmo se não acreditasse em NADA do que eles pregassem, eu também estaria perdida em achar alguma explicação lógica para alguém que coloca o título de “Betim aos pés da Cruz” em um outdoor de evento evangélico.

Pelo que me lembro bem, cruzes não eram símbolos pagãos antes do Cristianismo? Então por que raios eles decidem se curvar a algo que basicamente seria a afronta para a religião deles? Por que tudo relacionado a isso vira uma imensa nuvem cinzenta de pontos de interrogação? Não consigo pensar em algo feliz e alegre e sorridente quando me vem essa palavrinha Submissão na cabeça.

E essas são as notícias de Betinópolis essa semana, Mara Maravilha virá prestigiar o evento com nome estranhamente carregado de significados.

Crise de "e se..."

[originalmente postado em 17/05/11 20:37]

Mas quando se sabe quando se está apaixonado afinal? – perguntou Richard Castle certa vez em um episódio do seriado Castle. Ele questionava sobre a recente mudança de personalidade de sua única filha, Alexis, que estava suspirando por um garoto da escola que ele mal sabia quem era. Então sabiamente a Detetive Kate Beckett respondeu:
Todas as letras de música fazem sentido…

Aí recordo-me que até então não havia mexido em minha mala da última viagem para Sampa. Lá no bolsinho onde as passagens ficaram tinha um anel prateado erroneamente marcado com o meu nome. Por um breve espaço de tempo racional eu estava atada completamente aquele pequeno pedaço de metal. E todas as músicas pareciam fazer sentido… Era feliz viver assim, sabe? Dá até pra sentir um pouco da felicidade daquele tempo voltar por alguns instantes por segurar essa coisa de metal pesada, chega a ser fora da Realidade ter esse símbolo de Vida Nova na minha mão, uma prova de que sim algum dia eu poderia ter mudado tudo pra viver só através de outra pessoa.

Aí coloquei de volta na mala e fui tirar extratos bancários e fazer contas.
Encontrei algo pior de se fazer do que regra de três e matemática financeira.
Pensar que eu poderia ter tido uma vida diferente.

E se… e se…
Crises de pretérito-mais-que-perfeito estragaram meu dia imaginário de ritmo de festa.

Fim de semana incomum

[originalmente postado em 11/04/11 21:53]

Coisas que jamais pensei fazer no fim de semana, e fiz:
1 – Ficar fazendo milhares de perguntas bobas para um Policial Militar: Desde carreira, hierarquia da Corporação, treinamento em armamento, logística e criminalística, preferências das mulheres, leis trabalhistas, civis, militares, saber se policiais podem ser médicos ao mesmo tempo e portar arma dentro de Hospitais (???).

2 – O mesmo policial me deixou segurar a arma que ele carregava: O bicho pesa e tem um cheiro de metal tão forte que não dava pra levantar na altura do olho. Expressar meu desgosto por armas de fogo tem justificativa aceitável agora – não tem como levantar uma coisa dessas sem treinamento específico.

3 – Bebi meia garrafa da Murphy’s com muito salgadinho: E descubro que o gosto não é igual de Guinness, foi balde de água fria. Fiquei tentada em colocar suco de uva dentro do copo para ficar mais bebível, mas não fiz. O resto foi pro bife devorado no almoço, aí sim ficou bão. Regra nº alguma coisa do Agente Gibbs, o segredo do bife é a cerveja colocada durante o fritamento.

4 – Passar uma tarde toda ouvindo Black Metal Folk (Finntroll + In Extremo) e filosofando a vida com meu maninho Arky. Tava demorando para ter a conversa “Marília Gabriela”, sabe? E já que all the good things comes to an End, o jeito foi esclarecer alguns pontinhos soltos e convidá-lo formalmente para o Projeto do Item 6.

5 – Achar um episódio de Castle bobo: Mas o 03×20 é bobo! Não teve muitas surpresas e as piadinhas foram intencionais. Cadêêêêêê o fangirl da Beckett?! Para onde foi a animação do Castle em fazer teorias escabrosas?! Gaaaaaaaaah, por que a temporada está acabando e eu nem percebi!!

6 – Voltar a escrever a fic dos ninjas-zumbis-steampunkers-no-japão-feudal!! Finalmente idéias brotaram após greve geral dos meus neurônios. Já tem nome: “A casa dos Degraus Intermináveis” ou como o Google traduziu: “Maison de l’escalier sans fin” porque a dona é uma tia francesa e a casa é uma casa de tolerância – arrãm by L.L – com uma clientela peculiar. Possivelmente publicando quando terminar pelo menos 5 páginas satisfatórias. mais detalhes em post especial algum dia em que não estiver caindo de sono… ZzzzzzZZZzzzzZZZzzZzzzz

Coisas Indecifráveis

[originalmente publicado em 11/04/11 20:51]

Nunca fui a favor da opinião do senso comum sem uma fundamentação lógica para o fato, mas quando mais de 3 pessoas te falam a mesma coisa sobre o mesmo assunto parece que a coisa falada pode estar certa ou simplesmente óbvia demais pra eu poder entender perfeitamente.

Nos fundos lá dos fundilhos eu esperava ouvir algo otimista do tipo: “Calma que tudo se ajeita com o tempo“, porque foi essa a premissa que estou seguindo. Nem medidas drásticas tão drásticas eu tentei ainda. Mas aí são 3 pessoas mais 1 que fala a mesma coisa sobre a mesma situação, acho que não tem como fugir do senso comum então.

Se todo astrofísico concorda que a Lua é um satélite natural da Terra e gira em torno da gente, quem sou eu para discutir que ela é quadrada, só está seguindo meio caminho ou que ela não existe, como fazer?!

E vamos ser francos (libras esterlinas ou ienes): A vida é trágica. os poucos momentos de Felicidade são os caquinhos de uma existência completa de puro questionamento. E se amor deve durar por 9 meses só para perpetuar a espécie, por que insistir em mais tempo? Por que insistir de qualquer maneira? Não vai dar em lugar algum mesmo, não é?

Soreninha de Jesus me ensinou uma coisa esses tempos: Não importa o quanto você tente chegar a um lugar com qualquer coisa em sua vida, nunca vai ser o 100% que você idealizou no começo e muito menos será como o projeto de engenhoqueiro-goblin que você desenhou durante o processo. Ela é bem mais honesta com a vida torta que leva que eu. Algum psiquiatra chato irá falar que estou expressando meu eu-interior através da persona maluca bélfica, que seja verdade ou não, é a primeira vez que concordo tão plenamente com um personagem meu (Não, nunca concordei com a Annie de The Scientist e jamais concordarei com a Jojo Ulhoa de Forgiven!).

Uma certa ruiva me perguntou se estou escrevendo ultimamente e fiquei extremamente envergonhada em dizer que não conseguia nem tirar um “a” de uma folha branca. Querida ruiva querida, pode deixar que isso ninguém me tira até o dia de meu último suspiro. O resto pode tirar, mas de escrever jamais.

E sim, eu sinto falta da loira da minha vida e da pessoa mais insistente que conheci nesse mundo, mas faz alguma diferença na atual conjuntura dos fatos? Sentir saudades vai melhorar coisa alguma?
Vaziozinho que preenche conchinha é menos prejudicial para a saúde do que ficar sentindo saudades.

E tenho que parar de escutar Janis Joplin ao escrever coisas aqui.
Chega até ser deprimente – coisa que me recuso a deixar acontecer nesses tempos difíceis.

dia de hoje - tiroteio em realengo

[originalmente postado em 07/04/11 20:14]

Hoje (07/04/11) é dia do Jornalista – que devem estar comemorando em bares próximos as redações já que conseguiram o sensacionalismo para o mês inteirinho.
Hoje (07/04/11) é dia do Corretor de Imóveis – que não faz muita coisa além de usar Lábia + Atuação com seus clientes (E deve ter dado extra em Habilidades Sociais).
Hoje (07/04/11) é dia Mundial da Saúde – eeerr… Não poderia ser outro dia não?
Hoje (07/04/11) foi Luto Nacional pela presepada que um brainless da classe média influenciado demais pela demagogia cristã pentecostal fez em Realengo no Rio de Janeiro.

Coincidentemente macabro é hoje (07/04/11) ser o dia do Médico Legista e provavelmente muitos desses profissionais estarão trabalhando arduamente para fazer aquilo que o resto da Humanidade evita de fazer: Lidar com nossos mortos.

Um parabéns a todos da profissão perigo – não vocês Jornalistas que não ficam quase 2 horas em uma maca tentando descobrir porque raios um cara de 25 anos, quieto, tranqüilo e que nunca olhava nos olhos dos outros e que ficava na frente do computador o tempo todo deu uma de Columbine e repetiu a babaquice americanizada – e que sejam mais reconhecidos pelo que fazem do que esses médicos bundões de plantão que deixam gente doente na fila porque estão lixando as unhas, vendo novela ou qualquer outra coisa a não ser medicar.

Estatísticas já provaram queridos, 88% das doenças diagnosticadas em tempo recorde são vindas das salas de necrotério. Agradeça a um Médico Legista: Ele te livrou de coisas bem piores que crianças afetadas pela Sociedade hipócrita e intrusiva.



E ao digníssimo e eloqüente Governador Sérgio Cabral: “Animal” e “Sociopata” é vossa senhoria que contribui para um sistema falho e preconceituoso que cria rapazinhos como aquele lá de Realengo. Se Educação é base de uma Sociedade Desenvolvida, por que será que tem TANTO incompetente na Rede Pública de Ensino que só quer ocupar espaço, ganhar salário dos outros e não prover powha nenhuma pras gerações futuras…?
Edimar, Elton, Edson, Tia Enfermeira da Biologia, professores de Física que não serviram pra nada e só souberam humilhar e minar a capacidade criativa de muitos alunos, hoje é o dia de vocês. Comemorem!

defeito 3 - politicar - profissão e professores

[originalmente publicado em 02/04/11 18:33]

Como hoje não tem maniçoba e nem folga no serviço, fui lá cumprir algumas horinhas preditas no contrato. Sábado de tarde é a pior coisa que possa existir na loja, ainda mais quando se sabe que não haverá movimento após às 13h. Em compensação os carros tunados com funk no último volume foram desafiadores. Mal sabia distinguir letra de batidão e muito menos conseguiu ouvir as pessoas ao fazerem os pedidos.

Tudo melhorou quando os tunados saíram e deram lugar ao churrasquinho de gato do açougue ao lado. Maravilha. E eu tava com fome naquela hora, e com calor e com sono. 8 horas não estão dando mais para manter os olhos abertos. Acho porque acordo de madrugada e fico morcegando nas palavras-cruzadas enquanto o sono não chega.

Se não fosse isso eu pudia tá robano, matano ou cherano pó royal nas esquina da vida na roça de Betinópolis.

Esse objeto em particular tirou o meu sono por alguns dias: GUILHOTINAS DE PAPEL.

Operar guilhotinas sempre foi meu desejo secreto quando via os anúncios no incrível jornal Betim do Canal 53 – a Tv que é a sua cara – mas ao manusear o objeto pareceu-me uma daquelas cenas dramáticas de novelas mexicanas em que o protagonista se vira para a câmera e faz uma cara de aterrorizado.

Essa porcaria é um inferno de mexer, sério. E tive que fazer uso do maldito instrumento torturador durante a semana. Quando a coisa não cortava torto, cortava pela metade. Suspeitei que precisava de uma amolação no fio, mas nem assim ajudou muito. Então o desastre eminente se aproxima: mais de 50 encadernações para se fazer e o papel era ofício. Brilhante! Lá fui eu tentar cortar a papelada na guilhotina e o que me custa? Lágrimas de suplício e momento Amy Winehouse nela. Deu um chutão, não doeu meu pé, fiquei mais aliviada.

Claro que fiz isso em hora ociosa do expediente. Jamais perderia a compostura beeeesha na frente de um cliente.

Final de contas: Após muito lutar e não compreender a amargura vinda da guilhotina from Hell, percebi que fazer o trabalho via estilete é mais produtivo. Demora mais, mas é garantido. Parecia ser bem fácil durante a Revolução francesa Sr. Gillete.