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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

[bibliotequices] Bibliotendicites

Esse post será um breve lembrete de como devo me encaminhar logo para umas aulinhas de gestão de pessoas.

Are you there, Loki?
Porque a vida tá estroooooooonha meu deus lindo! 
(Até botei Lionel Richie na rodinha, não adianta deixar a chamada em espera)

Em todos os anos nessa indústria biblioteconômica vital, nunca ouvi um profissional da informação não dizer que sentia dor. Tipo dor mesmo, do pior tipo, daquele que te manda pro hospital conforme uma abaixadinha ou uma virada errada. Aquela dor que tira sono e maltrata o humor pro resto da semana. Aquele tipo de dor que só passa com tarja vermelha com retenção de receita e CPF anotado pelo farmacêutico. Aquela dor que só passa quando vemos o trabalho danado ser finalizado e para algo bom.

Se vocês já descobriram qual é o tópico de hoje, eu vos saúdo. Mas não tanto, não consigo mais me curvar com a quantidade de dor que ando sentindo ultimamente.

Vamos falar de...
BIBLIOTENDICITES!!

Bibliotendicites:
                          do vulgo bibliotequês [biblios]

Você que está se enveredando nas estantes da vida, procurando sentido nas prateleiras (042, pelamooooor) precisa entender uma coisinha antes de qualquer coisa: Bibliotecárixs pegam peso. Muito. Demais.

Não, é uma lenda urbana aquele negócio de ficarmos atrás do balcão só dizendo "Xiiiiiiu!" ou repreendendo gente com olhares fulminantes. Até porque dá pra fazer isso em pé, ao lado do frequentador e carregando trocentos quilos de livros para lá e para cá.

A tortura é mais prolongada nesse vídeo do Tears for Fears

Desde que entrei na Biblio venho fazendo uma pergunta impertinente para tode bibliotecárie que conheço: "Você tem dor aonde?" e a resposta é batata (Não o tubérculo, mas!!): todos dizem algum tipo de dor corporal por conta do ofício.


O desgaste físico de muitos bibliotecários é tema de poucas pesquisas na nossa área, mas é extremamente importante ser discutido em algum ponto de nossas vidas. Afinal de contas já que não vamos aposentar tão cedo, temos que resguardar essa máquina que nos mantém vivos, né?

Para mais informações detalhadas de pesquisas, tem uns trem aí embaixo:





Ergonomia tá bem nesses esquemas e em qualquer profissão em que haja certos tipos rotinas como a nossa (o de ficar muito tempo sentado ou em pé, por exemplo), estudar um bocado disso seria excelente na graduação. Brinco que algumas optativas deveriam incluir disciplinas da Fisioterapia, Ed. Física ou Psicologia devido a essa estatística boba que faço sem intenção científica, mas faça o teste você mesmo: próximo bibliotecário que aparecer na sua frente, pergunte sem medos "Tem algum tipo de dor, quiridu?" - as respostas são bem similares.

Talvez ser projeto de bibliotecária deva ter me dado mais pontos de sabedoria, mas tirou as minha de destreza e física. Então recado para posteridade: quando chegar aos 35 fazer um plano de saúde que cubra ortopedia e fisioterapia, seguro de vida em nome de Ranganathan, beleza?

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

reações químicas parte 1


Não, não é sobre como é descobrir que crush perfeita de C. Lattes impecável e do signo se Touro (*insira um gritinho beeeeeeem histérico aqui*), mas o de experimentar um processo químico desencadeado desde março do ano passado.

Meu cérebro não funciona mais como antes. O acidente me mudou em diversas maneiras de comportamento, expectativas e funcionamento corporal. Se o psicológico foi abalado por um fator de coisas, o meu corpo também seguiu a mesma linha.

Como por exemplo, tolerância a efeitos de analgésicos.

Créditos: A Brief Guide to Common Painkillers (Clica que aumenta!)

Então se eu sinto cólica, não adianta  Buscopan ou Atroveran, vai continuar doendo. Se for dor muscular, NOPE, Torsilax ou Dorflex vai só aliviar um pouco por um tempo mínimo. Dor no coração?

Quem disse que tenho um?

Anyway, a culpa principal disso, sinalizada na bula do bendito remédio que me acompanhou por quase 3 semanas foi a codeína. Sim, a linda e brilhante medicação receitada que além de me fazer beber água como camelo, aumentar minha libido em 333%, também me causou problemas de despersonalização (aka sentir que saí do corpo, hello?), e tchanananan! A tolerância a qualquer remédio contra dor que não seja mais forte que a própria.

O que isso implica, chuchuzites?

É que arranjei uma puta dor nas costas, que está indo para a perna esquerda e tomar Torsilax a cada 4h não está adiantando. Tomar codeína de manhã e fazer o restante com Torsilax não está adiantando, logo há de se pressupor que um dos pesadelos listados na minha lista de pesadelos voltou à tona. O medo da dor. Ou melhor o medo de não sentir mais dor, porque meu cérebro decidiu shut down as conexões nervosas pra autopreservação.

Uma coisa interessante que a Psicologia explica sobre o motivo do homo sapiens ter medo de altura, escuro e fogo vai da noção de autopreservação. Se eu perder algo disso tou lascade. Sério, parte da manutenção da minha Sanidade se deve a se fator.

Já que não posso ficar sem trabalhar e estudar, tou enchendo os cornos de remédios e pedindo a quem me protege uma ajudinha em me lembrar o que devo fazer pra não abusar demais do privilégio de não sentir tanta dor quanto antes.

Pelo menos uma coisa boa dessa experiência: meu cérebro não tem tempo de computar as bad vibes do ambiente, logo não afeta nadinha na depressão, na verdade até me ajuda a ficar mais ative (ui) durante a maior parte do tempo.



Intolerância a dor, anotando nova skill na ficha.

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