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domingo, 11 de dezembro de 2016

projeto verão quebradeira 2017?!


Querida entidade do panteão que não gostaria de citar tanto em meus escritos,

Não lembro de ter assinado nenhum contrato ou aceitado algum termo de consentimento, mas tá parecendo que há umas forças estúpidas aí movendo uns palitinhos e enfiando em alguma trama da tapeçaria que as fiandeiras tão gerenciando desde meu nascimento.

Encaminhei algumas reclamações na Ouvidoria do Olimpo por conta da incompetência de seu amado filho e colaborador vitalício, e também outra queixa enorme para o Departamento de Marketing de seu setor por fazer propaganda falsa durante 29 anos. 
(Amor é legal, Amor é sensacional) 




Tá na hora dessa gestão aí mudar, deixa alguém mais capacitado gerenciar os processos (teu meio irmão mensageiro parece um candidato a altura, esquece teus dois maridos, eles são babacas), vai tirar férias, vai pescar. Leva o pirralho míope contigo.

Já me foi jogado na cara algum tempo atrás que todo tipo de Amor que me envolvi seria e é um exercício pro teatro da vida (E já que estamos falando de mitologia e tragédia grega, oh divina!) e que definitivamente eu me sentia mais no backstage do que sendo protagonista.

E no backstage a gente puxa as cordinhas (a falsa noção de controle) , mantém o camarim livre, faz as trocas de roupas, ajuda na logística, não tem pretensão alguma de decorar falas e ir pro centro do palco.

Centro do palco é um horror. 
Há holofotes demais, muita encenação e pouca improvisação. E eu vivo praticamente disso. 


Se essa missiva chegar as suas mãos tarde demais, já adianto que decreto estado de completa confusão, não há necessidade de se alarmar ou enviar mais sinais, não quero ler mais nada. Na verdade uma placa de néon funcionaria esses anos todos, mas como estou convencida de que você segue a mesma filosofia que eu (perde o súdito/adorador/fiel/adepto, mas não perde a piada), explico outro probleminha que ando tendo com o coração gelado.

Caso não saibam esse é um dos vilões do Ursinhos Carinhosos
Sim, ele se chamava Coração Gelado.
Veja bem, divina deusa, o padrão continua, algo que tento identificar na terapia para saber da onde veio (Ou talvez vidas passadas? Tão difícil de acreditar depois de tanta má informação né?) e pra piorar a situação, há indícios bem vagos de esperança. Bem vagos, mínimos, mas como é do seu feitio devido o deslize de certa humana curiosa que ficou responsável por certa caixa (E deu ruim nas paradas): a esperança é a última que morre. 

Confesso que matei a minha assim que saí da última canoa furada que você tão caprichosamente remendou com o moleque estrábico. Viu? Dali já deu pra sacar que não funciona direito essas flechas envenenadas com a circulação de sangue noldorin aqui.

Novamente, não lembro de ter assinado nenhum termo dizendo que queria voltar a sentir qualquer coisa emocionalmente por ninguém. Assim, admiração sim, respeito sim, confiança talvez, parcerias platônicas. Definitivamente platônicas, porque tá bom desse jeito.

Tá bom desse jeito, ok? 

Ouviu aí na nuvem fofa do Olimpo? A minha vida de escriba tá ótima jogando toda a paixão, luxúria e sedução pro meu profissional. É lá que me realizo como pessoa, que me encontro como pessoa e aqui na escrita é onde posso encontrar um lugar de paz.


E como a vida é irônica, o Universo tem um senso de humor macabro e o Destino gosta de pregar peças, eis novamente projeto crush2k17 se formando sem eu entender da onde veio o interesse. 
(é da área que eu desprezo, faz umas coisas que quero contestar, mas não pode porque é escalão acima do meu, e ffs elogia minha escrita. Não, apenas não!!) 




Bem, falam que a negação é um dos passos para o processo todo de restabelecimento, mas sério? Sério? É estúpido e sem sentido algum. 

Particularmente sendo rude, bem a sua cara com essa trollagem. 


Pandora não abriu a caixa achando que ia encontrar maravilhas, ou cookies, ela simplesmente abriu porque é essa a natureza humana quando se tem um músculo cardíaco funcionando como o status quo dita.

Que nem os esquema de alavancas: eu tenho compulsão em puxa-las. É ridículo.

Se a preocupação for sobre manter uma normalidade, tenho a solução bem acertada: um vibrador e a possibilidade de adoção (Já tenho gatos, metade do serviço). Pronto.

Atenciosamente,

xx Você sabe quem que vive reclamando da sua atuação profissional xx

Ps: meu protocolo na Ouvidoria tá parado desde 2015.




















segunda-feira, 29 de agosto de 2016

[interlúdio] não entregar os pontos


You sure you can take me in?
cause this is where the fun begins
I'm gonna feel your heart stop
in my hands

Como gosto de manter nas encostas ali pertinho do velho Barqueiro, apenas esperando a oportunidade de saciar a sede pelas lágrimas de Letes - valha-me os deuses se algum dia tenha tal pedido aceito, mas até lá, fico na sofrência de rememorar TUDO que acontece, como um castigo constante de ter uma memória de curto prazo mais prolongada que o devido - às vezes acontece de alguém decidir me empurrar para fora do buraco que cavo a cada hora mordaz sem o brilho do cavalo de Apolo.

Quem precisa de luz do Sol quando a Escuridão é mais amigável?

De mansinho, como um feixe de luz penetrando por uma fresta de uma armadura já envelhecida pelas intensas batalhas, os duelos sem sentido, as brigas internas, as porradas do cotidiano. Mesmo com a proteção invisível daquele que peço proteção todas as noites antes de dormir (Ou tentar), o escudo não aguenta quando há poderes mais fortes que a ponta da lança ou a base sólida de um escudo espartano. E de teimosia eu sobrevivo, da discórdia ando me afeiçoando demais, mais que demasiadamente demais. Um passinho para cometer aquele delito que tanto anseio, não, não é da hybris que tanto temo desde pequena criança que me firmei fiel a jornada tola do herói. É o "outro" tipo de delito que "outros pagãos de outrora" também se mantinham longe. Tem até mandamento pra isso em algum lugar.

Sim, tou levando demais esse trem de metáforas com o imaginário da mitologia grega, porque é a única forma de conseguir me expressar sem levantar suspeitas (ops, tarde demais).

Existem almas que percorrem diversos espaços e corpos e formas e olhos e mãos e lábios que expressam um pouco da divindade sagrada e puríssima daquela que não-deve-ser-nomeada. Prometi há um tempo atrás a não mais cruzar o caminho da intrépida deusa que nasceu das ondas e que tantos artistas ocidentais amaram (~ahem~) representar em todas as pompas possíveis.

O meu santo não bate com o dela. Nossos opostos não nos atraem. Minha metodologia desafia a emoção devastadora de sua compreensão. Eu fico na minha, porque preciso me proteger, já ela envia alguns sinais de que em uma ilha solitária, mesmo no meio do oceano, eu não posso viver. E ela já está me fazendo rimar. Oh damn, tá pior do que eu previa.

Se por um momento desejo intensamente me manter na letargia que nos acomete na entrada da fila interminável dos Ínferos - pois é esse nosso lugar como ledores da civilização, meros espectadores, não-protagonistas de épicas histórias, apenas observando o desenrolar dos eventos - em outro sobe a vontade desesperada/desenfreada de sentir novamente. Qualquer coisa, alguma coisa, apenas uma coisa.

E como a Justiça foi ligeiramente varrida para fora do recinto - não é justo, não é justo, não é justo me desarmar assim - eu mantenho a teimosia, mantenho o escudo já quebrado, mantenho os olhos vidrados no feixe de luz. Porque algum dia sei que há de me atingir em cheio. Não o feixe, mas aquela maldita seta que todos tanto almejam.

Em resumo, eu preciso saciar a curiosidade que a "injustiça" da discórdia me causou. E todos nós sabemos o que acontece com aquele que se atreve a ter curiosidade demais.

Ícaro é a prova ficcional disso.

Pelos deuses que me sustentam em pé as ideias tolas, que o chão tenha flexibilidade, que as minhas asas aguentem por mais minutos que o pobre filho de Dédalo, que o meu "santo" bata com aquela que tanto evito. Nessas horas é preciso se apelar até para quem não se quer ser assistido para ter algum tipo de iluminação ou revelação. Okay, revelação. Eu tou precisando de uma faz tempo.

[post criptografado para eu voltar daqui alguns anos e perceber que nem tudo estava perdido. Ser autômato pato panaca jacu cansa. Às vezes. Só às vezes.]

Lembra da resiliência? É nela que tem que se apoiar.

domingo, 18 de maio de 2014

o recado do meu eu do futuro



Então recebi ontem esse email de mim mesma de cerca de 1 ano e 2 meses atrás. Não lembro exatamente onde escrevi e como estava, mas fez sentido por mais confuso que estivesse. O serviço do FutureMe.org foi uma mãozinha na roda e descoberto no Blog da VeVa Danger Dame Diary.
The awesomeness dessa cartinha básica? O desejo latente de ir pra Biblioteconomia estava muito muito forte e até cogitei a UDESC - mas foi a UFSC que me apareceu primeiro neaw? Não lembro também porque decidi colocar essa data de agora, sendo que comentei sobre o St. Paddy's e deveria ser 2 meses atrás... Anyway! O trem tá aí para deliberação aqui no Tribunal da Tríade Coração, Mente e Espírito e faz muito, MUITO sentido!

domingo, 24 de novembro de 2013

percepções familiares nos diversos Amores

Gosto de metáforas. Elas me são úteis no futuro quando preciso revisitar aqui para entender porquê raios escrevi tal coisa em tal tempo e em tal situação, é um exercício de autoconhecimento que pratico desde os 13 anos e mesmo com a interrupção por conta de Sumo-sacerdote de Deus Ancião nas Profundezas do Mar, creio que voltar ao seu próprio texto pode trazer benefícios para a saúde mental.

Para mim, em minha opinião afetada pelo imperceptível joguinho cósmico de emoções e razões, o Amor seria representado como uma reunião familiar bem desconfortável.

Afrodite: "Vai lá, apronta mil confusões com uma turminha do barulho e
volta pra casa pra me contar os babados, ok fiote?"
Eros: "Mas mainha, e o estrago? E minha merenda?"
Afrodite: "Isso fala com teu pai, ele que cuida disso..."


sexta-feira, 29 de março de 2013

[contos] As desaventuranças de Psique


[originalmente postado em meu perfil no Facebook no dia 5 de novembro de 2012]

(História verídica.)
Psique conheceu uma bela amiga chamada Métis. Logo travaram uma amizade duradoura e frequente. A jovem não queria deixar que a querida e tão paciente Métis pensasse que ela ainda estava atrás do travesso Eros, mesmo sendo submetida aos trabalhos árduos que Afrodite - em seu eterno rancor e inveja por ela - a havia incumbido.

Métis a apoiou em todos os labores, em cada noite solitária, a cada palavra mal usada, cada olhar atravessado e cada trilha apagada. Psique, em seu crescente desespero em saber o porquê de tantas provações, perguntou se haveria outra maneira de conquistar o respeito de Afrodite e o carinho de Eros novamente, foi então que a deusa titânica - que estava num péssimo dia de trabalho (E já havia tido conversa íntima com Baco por longas horas) - lançou a seguinte resposta sem pensar nas consequências:
- Há o Lete, e ele traz as respostas de modo mais rápido que os meios convencionais...
- Mais que as Sibilas de Apolo?
- Bem mais rápido que você possa pensar.

Então Psique esperou a deusa titânica retornar com um pouco das águas límpidas do Letes e quando o cálice foi oferecido, a jovenzinha sorveu o líquido em um gole só.

E o vício pelo Letes se tornou corriqueiro para a pobre moça.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cancelamento do show da Emilie Autumn no Brasil

Yep, novamente e permanente.
Alegações já expostas:

Ticket Brasil (Que vendeu os ingressos online) - problemas com visto/passaporte de um técnico de som. Enviou email com o cancelamento e estorno do dinheiro.
O Inferno Clube (Que iria sediar o evento) - ...
Headmistress of Asylum (Staff da EA) - O consulado brasileiro no Chile encrecou com o visto da tal pessoa (técnico de som talvez?) - aí fica o ambíguo se foi por conta da pessoa não conseguir o visto para entrar no Brasil ou se foi o fator de uma outra pessoa que estava prevista na tour (Contessa Montebello) saiu na semana anterior ao shows na América do Sul (E que possivelmente a burocracia brasileira iria achar uma absurdo e mandar todo mundo de volta). Muito confuso, muito confuso!
Agência Sob Controle (Os organizadores) - ... Ah! Foi problema técnico? Whatever, podem pegar o dinheiro do ingresso de volta. Sem nota oficial, sem nada.
Captain Maggots - agradeceu em espanhol aos PR's da tour da América do Sul, sentiu muito por não vir ao Brasil.
Emilie Autumn - Os organizadores locais não conseguiram o visto em tempo hábil. Demoraria muito e atrapalharia o schedule da continuação da tour. Não xingou tanto quanto esperávamos.
Veronica Varlow - Ela xingou e deixou uma mensagem fofa do quanto iríamos apreciar A PARTY!!

Desde agosto me preparando pro show, cronometrando cronogramas, formulando itinerários, encomendando o Livro e o CD antes para entender what's going on, expectativas morreram no primeiro cancelamento (Meu orçamento também foi para o limbo, daria para ver o show da Nienna tranquilo, maaaaas!). Coisas acontecendo nada felizes entre o intervalo  de setembro para dezembro, minha cabeça parou de funcionar no final de outubro, novos projetos para a Veronica e a Contessa, wait what já chegou final de novembro?

Só fui me dar conta de que a semana do show estava chegando quando fui cutucada pela Entesposa sobre isso. Não estava esperando muita coisa na verdade, estava até tranquila demais. Achei que iria dar aquele boost de Glamour quando eu estivesse por lá e nada. Dia 30 chega, o email do TicketBrasil - isso porque o pessoal no Twitter já falava do cancelamento e eu estava boiando - minha reação foi sentar onde eu estava (No TICEN de Floripa) e começar a rir. Não histéricamente, a quantidade de pessoas não me permitiu.

Apenas rir, porque chorar não ia adiantar muito. A expectativa não estava lá para causar esse momento de pura emoção de fangirl. Recuperei um bocado de sanidade que me servia e fui ter uma bela sexta e tratar de esquecer esse fato relevante da vida.

Não é que eu esqueço, é que não quero pensar muito nisso mesmo. Essa foi a quote para esse caso em específico.

Com as idas e vindas, a GOL Linhas Aéreas faturou de graça 1 passagem minha, não conheci a Augusta (Ainda! Vairy soon I will!), não pude ver os Plague Rats fofos que tinham altos planos de como luring alguém para o Rat Game com a Veronica. Bem... Veronica né... Era só quem eu queria ver. Tá, a música sim, o cenário teatral sim, mas poxa vida... Veronica Varlow.

Ela me inspira, ela me traz uma fagulha de autoconfiança e auto-afirmação , ela é a musa, certo?
Ela foi parte predominante para me fazer acreditar (E aceitar): Yep, o Amor vale a pena e é algo bem maior que eu possa imaginar.


domingo, 7 de outubro de 2012

Conto - Dizia a lenda certa vez

[Dizia a lenda certa vez]   por: BRMorgado
Cenário: Mitologia Grega e imaginário grego-romano.
Classificação: 14 anos.
Tamanho: 1.412 palavras. 
Status: Incompleta. 
Resumo: Psiquê não saberia o que é pior: Ter seus segredos desvendados ou eles serem deixados de lado.
N/A: Baseado na alegoria/mito de Cupido e Psiquê.

Dizia a lenda que quando o menino tão estabanado de passos apressados e coração dolorido na garganta a viu, sua primeira reação foi cair em completo desespero. Não por estar desarmado e nenhum de seus artifícios anteriores funcionarem direito: É porque havia bebido do mesmo veneno que produzia.

O garoto, tão jovem, mas tão sábio em sua Arte de enfeitar a Realidade de seus semelhantes, era tão travesso quanto uma criança de 6 anos, inconsequente de seus atos tão inocentes, mas terrivelmente ameaçadores. Sua mãe não o continha por momento algum, seu pai aprendera a não admoesta-lo e assim se seguiu por anos a fio, preso naquela forma de rapazola encantador, charmoso e irresistível.

Seu nome não era tão importante, na verdade ninguém sabia pronunciá-lo direito e muitos apenas se importavam com as fofocas das suas irmãs, ela cresceu assim, fiando uma jaula transparente contra qualquer um que tentasse chegar muito perto. Quase foi bem sucedida, apenas nessa única vez em que o Destino (Ou será que eram aquelas irmãs fiadeiras que sempre a acompanhavam desde criança?) decidiu que seria diferente. E foi.