Pesquisando

Mostrando postagens com marcador #euNaBiblio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #euNaBiblio. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de setembro de 2017

[bibliotequices] fichas catalográficas da salvação (ou não)

Descobri um jeito de voltar no tempo, exatos vinte anos.

Decido então voltar aquela biblioteca enfurnada de livro didático, escura e cheia de livros que provavelmente nos próximos anos irei ler.

E voltei.
Como é que vou explicar pro meu eu de onze anos como uma biblioteca é organizada, qual é a importância dela pra minha vida futura e de muitos e que Dewey é um piiiiiii?

Simples! O próprio livro que tou lendo!
Vai ser esse aqui do Edgarzinho, porque ler O Gato Preto aos 10 anos de idade deixou um trauma lindo de se cultivar, inclusive a constituição desse ser que vos fala.

O diálogo imaginário de um futuro distante em que máquinas do tempo sejam capazes de realizar tal proeza:

- Hey, eu-de-11-anos, como você procura o que quer ler?
- Eu pego o primeiro livro que tá na prateleira que alcanço com a minha altura.
- E você sabe se é esse livro mesmo que vai gostar de ler?
- Não bocó, preciso ler o trem primeiro, né? (Eu era folgada assim mesmo aos 11)
- Mas como você sabe antes que é esse?
- Pela capa.
- Só isso?
- Eu abro a última página e leio.
- *eu de agora com cara de apavorade*
- Você é uma criança estranha, eu-de-11-anos !
- Valeu, velhaca. Por isso você conseguiu voltar no tempo, li o spoiler maior de A Máquina do Tempo e é por isso que você é assim... Mais estranha que eu.
- Ah, aliás! Você tinha razão ao pensar aquilo uns minutos atrás.
- Que vou gastar mais dinheiro com passagem de ônibus quando começar a trabalhar?
- Ah, isso também. Isso também.

A ideia aqui é convencer o eu-de-11-anos que me pertencia a saber procurar livros de forma mais rápida e fácil para não perder tempo. Como fazer isso sem consultar fucking manual algum?

Ficha catalográfica do livro.

Confiável?
Óbvio que não!
Acessível?
Na maioria das vezes sim.
Compreensível?
Possível. 

Vamos botar essa ideia no rolê da vida real.
O uso da ficha catalográfica era extremamente importante em bibliotecas devido o armazenamento delas em grandes armário de gavetas que a geração dos anos 90 pra baixo pegou para recuperar a informação. Nada de internet, nada de gerenciadores de software, apenas você, o armário de gavetas, a fichinha de papel datilografada conforme a necessidade - costumava ser um armário para assunto, autor e outro pra título.

A organização das bibliotecas também se dava nesse esquema.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

novo capítulo da novela de certa eleição de certo centro de certa universidade

Tem umas parada sinistra na Linguística que me assustava um bocado quando era tratada no processo de alfabetização ou até mesmo em análise do discurso.
Tipo: "Como é que o texto se forma dentro da sua cabeça?"
Ou: "Se houver uma repetição ou ausência de uma palavra em tal texto/fala, já dá pra sacar as nuances de um discurso?"

O que mais me assustava era a tal da expectativa do leitor, que é uma parada meio bizarra que acontece com a gente quando vamos ler/ouvir/ver alguém ou alguma coisa. Pra ter uma conversa informal se pressupõe que tem uma pancada de artifícios da nossa lingua falada pra colocar aquela conversa como informal, os famosos, "tipo assim", "né?", repetir o nome da pessoa que tá conversando contigo em sei lá, apelidos, diminutivos, o nome dela mesmo.

Enquanto em uma conversa formal ou até, vamos dizer assim, oficial em um debate político sobre direção de um centro em certa universidade -que não irei citar o nome, pois mecanismos de recuperação de informação tem em tudo quanto é canto - essas mesmas coisas sinistras podem aparecer.

"Como alguém pode formar uma fala como aquela?"
"Em que posição essa pessoa está falando o quê e para quem?" (Essa é extremamente importante até pra gente saber o que, pra quê, pra quem e porque estamos falando)
E a minha favorita:
"Será que a pessoa tem ideia do que tá falando?!"

Porque em certas falas, desconfio piamente de como o processo de construção da fala dentro da cabeça acaba sendo feito ou se é feito, ou se é assim mesmo que deve ser. E é uma bagunça, é pra ser uma bagunça, mas o buraco do acordo tácito social silencioso das pessoas para nos tornarmos toleráveis entre si e vivermos em sociedade, isso tudo aí pode desmoronar quando a fala não é produzida de acordo com a expectativa daquele que vai ouvir.
(E nada de locutor/interlocutor aqui, pega no meu Chomsky que é nele que vou)

A expectativa é um bicho asqueroso.
Porque na fala ele impacta de uma tal maneira que para uma mesma frase pode ocorrer "Ais" e "Hey!" ou "Eita" ou "Oh!". Ou silêncio. Quando o silêncio aparece é o que mais me surpreende, porque tio Fucô dava uns pitaco que o silêncio era o ato máximo de rebeldia (Rebel, rebel!) e eu concordo plenamente, enjoy the silence...

A expectativa do leitor entra aí com toda uma carga ferrada de "e se...", "poderia ser/ter sido..." e por aí vai. Quer cultivar muitos universos alternativos? Fique no plano das expectativas, é ali que todo o Caos Universal vira caldo pra ferver.

Então tendo essa premissa na cabeça e conhecimento da existência da expectativa do leitor, fui ontem pro debate com algumas palavras na cabeça que esperava e não esperava ouvir.

Esperava muito #Facepalm porque é essa a minha reação quando sinto vergonha alheia e quando a vergonha alheia acaba sendo dirigida para o curso onde eu habito e amo. É como se ofendessem o meu grande amor (Srta. Ornitorrinco Biblioteconomia, de manto roxinho, com anel de ametista no anular e segurando uma lâmpada antiga em uma mão e um livro bem pesado na outra pra tacar nas nossas cabeças?) por tabela.

E foi o que aconteceu. Mas expectativas do leitor, lembram? Nada mais assustador que intenção do discurso.

Debaixo do link, as expectativas de leitor que tive ao ir ao debate de certa eleição de certo centro de certa universidade.

sábado, 19 de agosto de 2017

[bibliotequices] sejemos frangos maix otra veiz

Sejemos frangos: biblioteconomista não é mágico, muito menos onipotente. Então quando houver dúvidas, consulte um profissional da área.

Estava a se discutir sobre o ambiente sistêmico de pluralidade em que um bibliotecário pode atuar e o martírio de entender que não somos obrigados a saber de tudo um pouco (Hello?! Neurociência explica?! Freud não? Para de recalque que você não é enciclopédia humana.), mas somos obrigados a saber quem sabe.

Ou ter um uma pista sobre como conseguir tal informação.
É pra isso que a gente serve socialmente.

Então se eu viro a chefia imediata de uma unidade de informação, é provável que seja obrigada a entender que as decisões são de minha alçada e com o meu aval, mas não tenho obrigação alguma em executá-las eu mesma. É isso que a galera não tá sacando e acaba que é isso que tanto bibliotecário quase dá piripaco de tanta função acumulada.


No sentido prático da carreira, se eu não sei fazer um planejamento estratégico que valha a pena gastar meu tempo e dinheiro da organização, vou pelo menos indicar alguém que saiba. Colaborarei com o indivíduo, aprenderei algumas coisas se isso for relevante e essencial pro meu trabalho, mas não preciso ganhar título de mestre Jedi na coisa.

Assim como vocês não precisam saber WTF são aqueles números de chamada nas etiquetas, ou que operadores booleanos são coisa linda de Ranganathan e muito menos decorarem relação estante/prateleira/livro. Amiguinho, você não é obrigado a nada, muito menos eu.

Pra entender o universo é preciso doutorado em Física Quântica?! Pra saber que estou amando alguém, preciso ser cardiologista pra entender como o bombeamento de sangue no meu corpo está diferente do normal? 

A cisma que tenho com gerenciadores de acervo é por conta disso. Não preciso entender programação, engenharia reversa (apesar de ser um awesome assunto), as teorias mais profundas e escabrosas da área da tecnologia da informação, eu sei quem pode fazer isso por mim, não preciso tirar o emprego dele, o mínimo é entender a linguagem que ele usa para se comunicar com e ver se aquilo que ele tá produzindo é bom o suficiente para minha demanda.

Se por acaso eu tiver talentos extras em outras áreas (goddess bless), ótimo!!! Vai na boa, usa e abusa das mad skills, mas pelamoooooor não se mete em compreender que bibliotecário pode e deve ser tal coisa quando não é.

Nóis não semu.
Num mexe com quem tá quieto, sô.

Essa confusão de identidades fragmentadas é que arruína muito em nossa atuação, é preciso ser muito para se conseguir resultados razoáveis. Não precisa ser assim, até porque se você se cobrar demais, sua cabeça explode. A minha já foi com a fucking Letras ao entender como a organização da linguagem pode ferrar com toda a construção/destruição de realidade de um indivíduo.

Então não fucking cisma com essas coisas.
Tem gente pra isso.
Tem povo pra te ajudar nessa.
Nossa tarefa é construir/constituir a rede, criar elos, integrar saberes, ensinar as pessoas a não entrarem em pânico.
Eu não tou em pânico.
Tá todo mundo calmo aqui.

Interdisciplinaridade.
Transdisciplinaridade.
Multidisciplinaridade.
Essas palavras tem mais sentido na prática do que colocadas à toa em artigos científicos, planos de ensino, aulas expositivas.
(A gente sabe quando essas palavrinhas mágicas tão ali só pra enganar, ok?)

Bibliotecário não é educador?
Todo mundo é culpado até se provar o contrário?
Até onde sei não sou contador.
Não sou psicólogo.
Não sou administrador.
Não sou cientista da informação.
Não sou técnico de alguma coisa.

Já viu médico operando com pá de pedreiro? Engenheiro botando prédio de pé com palito de sorvete? Advogado citando livro de culinária em processo criminal? Não?
Pois então, não vou organizar a sua informação fingindo que o Outro não existe. Isso se chama Parnasianismo Acadêmico e deixamos de lado nas carteiras da faculdade por uma razão: a gente tá servindo ao Outro, é ele nosso norte.

E acredite: tem uma porção de gente que pode fazer aquele maldito gerenciador de acervo funcionar do modo que seja mais fácil de mexer. Mais rápido pra atender o público. Dá sim. Existe open source pra quê? Existe os chuchus da TI pra quê?! É com eles que precisamos conversar, não nos apropriar de seu universo.

Assim como não precisamos ser encharcados até os ossos pelas outras áreas como se a nossa fosse insuficiente. Aqui nóis colabora, não explora, não rasura, não rasga, não apaga com corretivo da supremacia mercadológica pra satisfazer uma parcela de poucos. Nóis é paz e amor e compartilhamento de vivências pra um bem maior e comum.

Sejemos frangos.
Admitemos nossas franguesas e fraquezas. Reconhecemos nossas falhas, e perdoai-nos de nossos pecados, livrai-nos do mal, amém?

Chuchu beleza?
Ah, mais outra coisinha pra não esquecer da problematização: Bibliotecário não é educador, tá?

Pó-pará com o pó-pó-pó...

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Miopia latente


Miopia latente 

Ter miopia é um vaca de dois legumes. 


Você pode aceitar essa deturpação ocular como status quo na sua vida - e sofrer as consequências de esbarrar em coisas, trocar letras, ter visão turva, dobrada, não ver cores direito, aturar dores de cabeça constante, MAS você não necessariamente precisa enxergar o mundo como ele supostamente é. Bônus pra vivência. 

Ou você pode optar em fazer um óculos, com lentes que "corrijam" esse pequeno detalhe imperfeito da maquinaria que se constitui o corpo humano e sofrer miseravelmente de que por anos preciosos foram tirados de você. 

A questão é: eu vou continuar a ser míope, as lentes vão ajeitar meus olhos, mas a consciência é madura o suficiente para compreender que nem tudo que a lente focaliza é exatamente o que a realidade é. 

Lembram dos esqueminha do Platão e a caverna? E as sombras e as pessoas que viam os vultos e quando encontravam a "Razão" iam pra luz lá do lado de fora? Spoiler alert modafóca, o mito de Prometeu começa na mesma premissa só que o cara roubou o fogo dos deuses, fez a galera toda sair da caverna na marra AND passou a eternidade preso em um penhasco com uma águia comendo o fígado dele... 
(Hmmmmmm patê titânico nomnomz) 

Às vezes ganhar a iluminação, a tocha, as lentes, não é a melhor coisa dessa vida. Talvez minha rabugice diminua, meu cansaço mental, a sonolência, a irritabilidade com luz e superfícies claras se vão e não voltem, mas a miopia, meus quiridus, ela continua. 

É o defeito da fábrica.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Não parece, mas alguém aparece

Aquelas reminiscências de época de licenciatura sempre aparece.
Em uma conversa awesoooooome com a pessoa querida da Fran, resgatei algumas lembranças da época da graduação de Letras, os apertos que todo metido a docente vai passar algum dia e lembrei desse guri que foi uma experiência de alfabetização que deu errado - conforme o que a escola queria e a universidade dos Stormtroopers esperava em seus relatórios e estatísticas. 

O que eu devia fazer na época era ajudar alunos como ele - não regularmente alfabetizados em séries mais altas - a conseguirem no mínimo escrever o nome direito e saber o alfabeto. O carinha tinha 12 anos, tava parado na 2ª série (equivalente ao 3º ano agora, crianças entre a faixa de 8 a 9 anos), depois da bagunça estadual da reforma do ensino feita por certo governador almofadinha, agora senador com péssima reputação por conta de lava-jatos.

Crianças como ele ficavam retidas por um bom tempo até desistirem, haver um milagre docente, ou eram aprovados sem saber fazer uma conta direito pra desencargo de consciência do Estado. 

Era um bairro da periferia do vilarejo brejeiro, eu ia pra lá a pé na ida porque precisava chegar animada, motivada, ativada pra dar aula de reforço pra aquela gurizada ligada no 220v. Foram 8 meses nessa, eu, uma estagiária da biologia super zen, uma da matemática que passava um dobrado por não saber o que fazer e outro da psicologia pra fazer pesquisa de campo. Em geral a gente dava apoio aos professores das séries iniciais, dentro da sala de aula, eu preferia ficar com a galerinha que estava fora de sala de aula (aulas de educação física, horário alternativo pelo ensino integral) aprendendo com eles. E eles me ensinaram muito. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

[bibliotequices] estágiômetro já?!

Rápido! Levanta a mão quem gostaria se um portal de medição de satisfação e relevância de Estágios em Biblioteconomia feito por estudantes e para estudantes? 

Não seria legal ter onde consultar antes de escolher qual empresa é socialmente correta para te acolher? Não seria o máximo no mesmo lugar haver um sistema de reviews com estrelinhas para lugares de estágios? 

Não seria fucking great se esse portal fosse uma forma do CRB/CFB colher dados e estatística pra agir com mais pontualidade em casos extremos de agressão as condições físicas e psicológicas dos graduandos? 

BIBLIO BROTHER IS WATCHING YOU!! 

E as instituições com reviews mais altos recebem reconhecimento e propaganda grátis, aí forçaria (sim, com esse verbo no imperativo) a se adequarem na qualidade de manter um estagiário produtivo, não uma ameba desiludida. 

E aí portal transparência pra todo mundo cuidar da vida profissional de todo mundo. Cada unidade de informação citada procurando sanar os problemas como o padrão Reclame Aqui. 
Instituição sacaneou com estudante dizendo que sua função era x e botaram na y e nas piores condições? 
Unidade de Informação apoiou crescimento profissional e deu suporte em projetos de inovação e desenvolvimento sustentável em que o estudante se engajou? 
O ambiente de trabalho é hostil e prejudicial a saúde? 
É o melhor lugar que um graduando poderia atuar? 
Dá um review fofuxo que todo mundo vê, a Internet é algo livre, chuchus! 

Não seria maravilhoso semear o Caos e a discórdia dessa forma tão democrática e de acesso aberto? 

Oras, se a CAPES tem aquela tabela monstruosa e da humilhação com classificação de melhores e piores periódico cientifico pra se sustentar de estrelinha no currículo lattes, por que não algo assim? 

Muito megalomaníaco? 
Sinistro? 
Altamente qualificado como propagação de desavenças eternas dentro da área e instrumento de opressão contra a hierarquia superior? 
Revolução biblioteconomística virtual? 

Cadê a gasolina, monamu, que tá pequena essa fogueirinha! 
(Ranganathan abençoa que não sei programar ainda, acende uma vela pra espantar esse ser miserável de mim? Não?) 

Edit: *insira risada maquiavélica aqui*
Minha mão escapou, assim de levinho... Começando com indicando os lugares que ofertaram/ofertam vagas, pesquisando agora como incluir os reviews ohohohohohohohoho


Conhece algum lugar que oferta vaga de estágio pra Biblioteconomia na grande Florianópolis?
Envia email para brmorgado@gmail.com ou deixa comentário aqui pra eu incluir ^____^
Logo esse trem funfa do jeito caótico que tava planejando...

domingo, 2 de julho de 2017

eu escrevendo textões

https://brdramallama.tumblr.com/post/161873162996/mewhen-im-all-about-library-information-science


Tradução:
"Eu não sei como ficar  emocionalmente neutra quanto estou escrevendo sobre algo que sou apaixonada. Eu tenho paixão, Winn. Um tanto disso."

Assim como a herdeira de Krypton, me acomete de tempos em tempos essa imparcialidade nos julgamentos quando vou escrever algo que está aparelhado ao conjunto coração/alma. Biblioteconomia vai bem nessa estradinha sem retorno.

Aliás, as postagens estão meio raras esses dias, culpem a volta da dor nas costas e o meu cérebro sendo ocupado por trabalhos acadêmicos (que não vou aproveitar tão cedo em qualquer coisa na vida de estagiárie).

segunda-feira, 1 de maio de 2017

[bibliotequices] 5 coisas para fazer estagiári@ feliz

Já que hoje é dia de trabalhador e meu trabalho é ser estagiárie pro resto da graduação que vou acabar jubilando (lol), compilei algumas coisinhas aqui com a experiência que já tive no ofício.

Você, amigolhe bibliotecári@, você já foi estagiári@? Lembra como era essa época absurda entre ter conhecimento teórico e ver a prática de perto e chegar a conclusão que "QUEQUI TÁ CONTESSENU?!", "Que cês tão fazenu?!" "Rangs dos céus acende vela que LIVRO DA CAPA AZUL?1" - é provavél que tenham passado por perrengues assim.


Bem, o feeling continua o mesmo, mas você que tem estagiári@ sabe que pode fazer com que seja menos penoso. 

Cinco coisas para fazer seu estagiário feliz? Urrum, porque eu tenho a impressão que quando eu for como você quando crescer, irei tratar @s querid@s assim.

1 - dialogue com ele sobre a profissão: pontos altos, pontos fortes, as surpresas, os desafios, o que rola de chato, o que é de se esperar, isso ajuda um bocado pra quiança se enturmar.
(aaaaaaand saber se está realmente interessado ou não no estágio - tem gente que só faz pelo dinheiro, vai me dizer que não?) 

2 - socialize com as instâncias superiores da biblioteca. Faça a pessoa saber quem assina cada folha de pagamento e quem dá o aval para o financeiro, quem faz a coisa funcionar . É importante fazer a pessoa entender o que é gestão e como isso funciona, a pessoa não é somente a sua responsabilidade, é também de quem te chefia.

3 - estimule criatividade e idéias inusitadas, por mais bobas que sejam. Estagiári@s estão com outro olhar sob a biblioteca onde atuam, as percepções são novas, as inovações podem ajudar a fazer o trabalho mais otimizado, você como gestor pode avaliar o que pode dar certo e o que não vai. Ps: a linguagem d@s estagiári@s podem estar mais aproximadas do público-alvo da biblioteca (vide @s estagiári@s gamers, YouTubers, músic@s, geek)
Ps: experiência própria - falar a mesma língua do usuário dá mais resultado que questionário de satisfação e enquetes. 

4 - pergunte se a criatura está se alimentando direito: muit@s estagiári@s passam algumas dificuldades com alimentação, ainda mais quando não se recebe vale-alimentação ou ajuda de custo para isso. Tirando o fato del@ passar o maior tempo do dia na unidade de informação, é possível que não possa ou não tenha condições de pagar um almoço decente ou esperar até a noite antes da aula pra comer no RU ou comer em casa antes pra poder não tomar tempo no estágio. Buscar algumas alternativas com estagiári@ é viável nessa hora (hey não precisa pagar meu almoço!) como disponibilizar acesso a copa ou cozinha da instituição (esquentar marmita) seria uma boa.
Ps: estagiári@ com fome não levanta as toneladas de livros didáticos que vocês são obrigados a carregar, foi mal gente. 

5- Comunicação. Não está gostando da contribuição d@ estagiári@ na biblioteca? Converse com a pessoa sobre suas prioridades. Está realmente gostando da ajuda que tem dado?  Fale com a pessoa. Seja honesto sempre, lembre-se que muitos de nós fomos criados para só acatar ordens e não dialogar, comunicação evita tantos maus entendidos e acerta em feedbacks para graduand@ se sentir valorizad@ onde está.

Não se preocupem amigolhes, bibliotecári@s terão também uma listinha em breve!!

quarta-feira, 29 de março de 2017

espírito cibernético do Natal passado

Tem um episódio de Aquateen com esse título, decidi catar pra ilustrar o post. Sou horrível com títulos desde 1986.

Duas desculpas esfarrapadas para esse post!
1) deixar esse link pros episódios de Aquateen Hunger Force;
2) relatar algo bem interessante que ocorreu dias atrás.

Sacam aquele conto do Charles Dickens sobre o velho sovina que recebe a visita de fantasmas que falam alguma lição de moral pra ele ser bom, gentil, generoso e socialmente aceitável?

Bem, esses dias eu me vi com 61 anos, empolgada com livros de anatomia, deixando estagiarie aqui boquiaberte com a quantidade de termos técnicos e a avidez de querer entender o sistema esquelético. Havia a parte de discutir ética sobre algumas partes da ciência (embriões e sua anatomia nos livros mais acessíveis), mas eu me vi nessa senhora de nome bacana, manézinha que só ela e dando um show de quanto estava interessada em aprender mais sobre o nosso corpo.

Ao vasculharmos um livro com fotos de células que fazem parte dos sistemas, comparamos juntas em como pareciam com sorvete, salsicha, repolho e variados. Tivemos essa viagem intelectual juntas, eu me vi daqui há 30 anos como ela.

O tempo passou absurdamente rápido, o atendimento que faço no máximo 5 minutos, foi se meia hora, nem vi. E achei incrivelmente legal de saber que ela estava empenhada em fazer o trabalho mais interessante. E iria falar lá na frente também na apresentação.

Eu observo bastante as pessoas que entram e saem, vejo algumas nuances e rotinas, adoro quando encontro esses cúmplices de rotina, flanando sobre o balcão, rolando no tapete do setor infanto-juvenil. Sendo eles mesmos nessa inversão de valores biblioteconomísticos.

Eu me vi em relance daqui há 30 anos e tou feliz, acho que todo mundo deveria ter esse momento na vida pra começar a questionar algumas prioridades da vida.
Espero que tenham.

quarta-feira, 8 de março de 2017

[bibliotequices] o que, pra quem e porquê?

[Disclaimer: não uso o nome da Federal em que curso, porque já sofri uns backlashs lindos do próprio curso ao ter perfil de Facebook exposto em sala de aula por pessoinhas super bem intencionadas. Uso alusões a saga Star Wars para direcionar minha linda jornada na universidade mais tradicional de todo país. Também uso de sarcasmo e ironia pra poder escrever sem que ninguém em particular se sinta ofendido]

Uma piada recorrente entre os anos de 2004 a 2008 na PUC Betinópolis era sobre como nosso dinheiro da mensalidade ia para o Vaticano para construção da nova Estrela da Morte¹.

Because, razões tinham de sobra...

Uma coisa também que era zoeira na época - por conta de não perceber exatamente o que estudar com os Sith poderia criar - era como nossos professores eram extremamente avaliativos e rigorosos com nossa formação humana. Não era pegar a powha da Gramática e fazer pomposidade no idioma nem falado pela maioria da população, era usar aquele trambolho como instrumento de cidadania e destrinchar cada preconceito linguístico, cada inadequação temporal, cada vício elitista de "falar certo e falar errado" e mandar pro espaço sideral.

Estudar com os Sith me tornou, pasmem, Jedi. O lado iluminado da Força até pode ser feito de escuridão também (hello, bora estudar um pouco de física e refração da luz e espectros de cores), mas o que ficou na PUC dentro de mim foi esse bichinho miserável da avaliação contínua do que raios tou fazendo, pra quem tou fazendo e porque tou fazendo.

As tias fessoras mais didáticas é que adoravam repetir a romaria, quando você escreve um texto é pensando nesses três fatores - o que, pra quem, porque - e isso não mudava né um pouco na prática docente. E ser professor, caso tenha escapado do memorando, é uma das coisas mais sérias desse universo.

Se perder a noção do que tá fazendo, pra quem e porque, o trem desanda. E com consequências tão tão ferradas e sem lógica que você só vai perceber a m**** que fez daqui há 9 anos ou 12 anos, dependendo do ciclo educacional que pegar. Pra aí encontrar um colega de turma na primeira fase que não sabe interpretar uma notícia de jornal, escrever o essencial para reivindicar um direito seu, imagina só se meter com bibliotecas e livros e gente e talz?

A responsabilidade é enorme, algo que não quis abraçar a princípio por conta do olhar mais crítico que a PUC me abriu. A virginianice também tem culpa no cartório, a criação restrita com uma mãe detalhista, mas o olhar humanizado sob algo concreto, real e com consequências em longo prazo? 
Os Sith me deram.



E é com esse mesmo olhar que entrei na Biblioteconomia e é por isso que me sinto na obrigação de fazer avaliação atrás de avaliação sobre o rumo do curso, sobre tudo que aprendi até então e principalmente, ver o que isso tudo tá causando nos colegas de sala e de futura profissão. Não quero dar o pedala Robinho de imediato, mas a vida fora dos murinhos invisíveis da Universidade é bem cruel e a nossa atuação é parte fundamental em fazer alguma diferença no percurso acadêmico de uma criança cheia de sonhos, esperanças e fôlego.

Debaixo do link, avaliações, resultados, surprise, surprise modafóca, isso vai ser isso o tema do meu TCC até eu jubilar...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

[bibliotequices] voltando a programação biblioteconomística

Tenho ideias para app pra Android de controle de acervo para Bibliotecas Comunitárias, tudo otimizado pra usuário de boinhas, sem firulas, integração com Facebook, conta Google, código API pra Organização da Informação vinda da LoC, Google Books (são os únicos abertos que conheço), Amazon. Adicionar livro num clique só (código de barras do ISBN), pesquisar/adicionar por autor ou título título. Empréstimo com recibo via WhatsApp pro leitor, aviso de data limite de devolução também, serviço de disseminação de informação no mesmo esquema, super facim, sem complicação, tudo free e só pedindo uns likes no Facebook e avaliação no Google Store.

Aí lembro que não sei lhufas de programação...

Em Hackers (1994) parecia ser tão fácil #SqN

Fiz um teste com o +LibraryThing e TinyCat para um trabalho de Indexação junto com a beeeeesha leeeeenda magnânima da Beadrade Antrice (WTF?!) e até que foi, só que não é tão funcional e simples como eu tava planejando.
(aí chatonildo vai perguntar: "e a organização da Informação?! E as métricas?! E a manutenção do acervo?!" - respondo com um sonoro escrito em letras garrafais no boldinho: não leu direito que é pra biblioteca comunitária não?!)

Eru Ilúvatar não dá asas às cobras D:

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

[bibliotequices] não é educador e pronto!

[disclaimer: esse é um post velho, tava na fila e resolvi ressuscitar. Mas a discussão continua a mesma]

Adoro ouvir as argumentações nos corredores da Biblioteconomia. Mesmo quando as criaturas não são bibliotecários ou da área. A quantidade de pontos de exclamação ali extraído daria uma tese de doutorado das lindas. Pode apostar que vai, porque é de meu intento entender o motivo de uma maioria esmagadora aqui na UFSC achar que bibliotecário é coisa jurássica e deveríamos ser substituídos por cientistas da Informação ou engenheiros da produção.

(Ou mudar o termo "bibliotecário" para algo mais modernoso e chiqueroso - pessoalmente acho asqueroso, a garotada da filosofia da linguagem e antropologia sabe bem o que acontece quando você muda a nomenclatura de algo já existente, a rasura do ser ali contido - no caso a pessoa que adota aquele termo como seu - vaio ficar mais e mais complicada de se compreender quando forem buscar os princípios daquela coisa existir. Complicado? Imagine que pra entender o que é a essência da "coisa bibliotecária" tem que sair esfregando muito muito muito muuuuuuuuuuuito com alvejante, cloro, álcool 98%, tinner e depois usar um esmeril pra encontrar os fundilhos do que é ser bibliotecário. E ainda ter uma chance de uns 42% de ainda estar equivocado.)

Feedback construtivo: você está fazendo errado

Essa postagem será um daqueles exercícios de análise autocrítica sobre a impressão que nossos semelhantes deixam na quiançada com aquele discurso motivacional de que bibliotecário não deveriam praticar interdisciplinaridade entre as áreas.

O bichinho miserável vitoriano e extremamente crítico e tradicionalista que vive dentro de mim se contorceu em pleno horror ao ouvir em certa aula: "Quando você decide juntar pedagogia e Biblioteconomia, você está sujeitando o bibliotecário a uma posição inferior a que ele pertence."

Além disso houve um momento em que eu, no comando do serzinho miserável, me recusei a expressar opinião alguma após a fala, pois em minhas convicções PESSOAIS:

1) não há problema algum juntar licenciatura com Biblioteconomia já que pra estar lá na linha de frente da biblioteca escolar tem que rebolar pra suprir a demanda EDUCACIONAL PEDAGÓGICA daquele público em específico. Tipo, pelo menos se esforçar para saber o que raios a gurizada estuda?

2) posição inferior aonde, miguxis? Educação no Brasil já é uma tragédia grega com direito a 9 atos de puro sofrimento e angústia sem perspectivas de final feliz e ainda me fala que se juntar com a galera do magistério é se rebaixar na profissão?!

3) bibliotecário escolar não é educador. Como não monamu?! COMO FECKING NO?! Como podes me afirmar tal coisa quando uma criança em processo de alfabetização pega um livrinho ou gibi, leva pra casa, lê com a família ou sozinha como dá, ou mesmo faz isso ali na biblioteca e devolve o livro e diz que vai voltar porque quer pegar mais?

Só o fato de disponibilizar o acervo pro toquim de gente em formação já não é um ato EDUCATIVO?! O que raios tou fazendo então?! Qual foi a parte do processo de letramento e aquisição da linguagem que perdi nas aulas da Letras que dizia que ensinar alguém a ler e escrever era SEM PRATICAR A LEITURA E ESCRITA? É via osmose ?! Transmissão de saberes via córtex cerebral que nem na Matrix?!

Não, não ensinamos caligrafia, ortografia, morfologia, sintaxe, Gramática e esses trem da linguística pros pequeno, mas será que dá pra entender que esse montoeiro de livros empilhados aqui na estante de uma sala qualquer não faz sentido algum pra quiançada se não tem alguém ali pra organizar, recuperar informações para uso na sala de aula e o melhor dessa profissão: mostrar que o amontoado de livros é um passaporte grátis pra criança ser incluída socialmente no sistema escolar e na sociedade? Que ela tem TODO O DIREITO de se apropriar desse espaço? Que eu que estou trabalhando ali tenho o DEVER de prover que ela tenha esse direito garantido da melhor maneira possível?

Então bibliotecário escolar É SIM educador, querendo você e todo esse preconceito dizendo que não.

Não com o mesmo alcance do professor que se dispõe de outras ferramentas cognitivas e mecânicas para fazer o mesmo processo, mas conseguimos auxiliar em parte isso.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

[bibliotequices] promessa pra crush é dívida

Dia 02/12 foi a última prova de Sistemas de Classificação, uma disciplina bem técnica e de assimilação bizarra na cabeça de alguém que não segue uma ordem faz um bom tempo.

Sempre falando bem de Dewey, acabei descobrindo que o yankee fdp além de ser uma pessoa  altamente preconceituosa, também teve a ideia de fazer um sistema de classificação mundial em um sermão de igreja protestante.

Se há algo que vai contra meus códigos internos de boa conduta é fazer algo nada a ver em locais nada apropriados. Como o tabu de fazer sexo em bibliotecas, não me desce. Biblioteca é um lugar sagrado, e empoeirado, e cheio de acidentes prontos para acontecerem, só precisa de um empurrãozinho (Ou fricção, levem como quiser). Logo se você tem o incrível plano de classificar TUDO existente no mundo, não tem que ser vendo pastor falando.
Sério.

Discurso e ideologia, lembram?
E o que isso tem a ver com a prova?! 

Bem, eu saí bem otimista da sala, e com um entendimento sobre o assunto (CDU) com uma euforia adolescente. Sim, o orgulho próprio foi lá em cima. 

Aí como a perfeita babaca que sou (blame the fucking Aquarius) postei no Facebook que se tirasse um 10 nessa prova - e vamos relevar aqui, nunca tirei 10 em prova alguma na Biblioteconomia - Eu me declararia para meu crush2k16.

Urrum, isso aí.
Cá estou eu, indo me declarar pro crush2k16 então.

Querid@ crush2k16,

Você foi parte essencial desse semestre em todos os aspectos, me orientou de diversas maneiras em como continuar apreciando essa powha de curso que tá comendo minhas convicções e minha vontade megalomaniaca de mudar o mundo. Suas palavras ficaram bem nítidas em meu pensamento, às vezes ecoando em meus sonhos e daydreams ocasionais dentro do busão. Sem a tua presença - encontros muito especiais por assim dizer, internamente eu esperava ansiosa para te tocar, roçar meus dedos em ti e desvendar todos seus mínimos detalhes - eu mal chegaria a esse final de semestre.

Mesmo com a maioria discordando se o nosso relacionamento iria dar certo. 
Mesmo se essa nossa afeição mútua seja motivo de escárnio, decepção e estranhamente para muitos. 
Mesmo se o simples pensamento que algum dia poderei deitar minha cabeça no travesseiro e ter certeza que você está por perto e comigo me deixe com o coração na garganta e minhas mãos trêmulas. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

[bibliotequices] - leitor proficiente e literatura de qualidade

Cês lembram do Rangs, né? E que ele escreveu umas coisa bem bacaninha pra gente poder usar na nossa vida loka de bibliotequêro/bibliotectomista/biblioteconomista.

"Cada livro seu leitor" e "Cada leitor seu livro" resumem um conceito bem legal do pessoal da Pedagogia e da letras que afirma que a maturidade de um leitor proficiente pode ser mensurada com a quantidade de leitura que faz e o quão criticamente se posiciona sobre o que leu.

Não mexe com esses trem de "qualidade de leitura", porque esse conceito é abstrato pra caramba para se colocar na rodinha.

Num resumo bem tosco, o leitor proficiente - aquele que lê e interpreta bem o que lê e faz indagações com o que lê e consegue comparar e/ou associar com outra coisa que lê - é tipo a meta mais importante dos professores desde a alfabetização até Ensino Médio. Encontrar uma criança que passe por todos os estágios de aquisição de leitura (E leitura é tudo tá? O saber identificar os signos/alfabeto, juntar as palavras, formar frases, construir falas coerentes, realizar contas de matemática e tudo mais e coisa e tal) e saber como usar isso socialmente para se posicionar como cidadão no mundo.

Pra chegar a esse estágio tem muito trabalho, muito empenho, muita prática e muita, mas MUITA persistência de quem está querendo ter esse tipo de leitura do mundo.

Aí eu vejo uns comentários sobre como pessoas depreciam a Literatura atual com a quantidade de YouTubers, celebridades globais escrevendo livros e como a garotada vem consumindo esse gênero que nem água. Algumas dessas pessoas estão ou serão internamente ligadas ao processo de aquisição de leitura e escrita da garotada mencionada. Essas mesmas pessoas também não respeitam quadrinhos, graphic novels, coleção Sabrina, auto ajuda como "literatura de verdade".

Seguinte, galeris: sabe os canônicos que enfiam pela nossa goela desde o ensino fundamental para acharmos que aquilo ali é "literatura de qualidade"? Então, esquece. Cada um faz a sua tabelinha de o que é bom o que é ruim pra ler, tem dessa de desmerecer e desestimular a leitura de jovens que procuram justamente nesses tipos de literatura (Os YouTubers por exemplo) pra ter a experiência awesome de se ler um livro, qual seja o que for. Se o conteúdo é fraco, médio, valioso, quem vai julgar é o leitor, não você regulando porque se acha no direito de afirmar que "literatura de qualidade" é Machadão, Alencar, Shakespeare, os canônicos e os dado aguado. Maturidade de leitor proficiente DEMORA pra desenvolver, ajuda mais você incentivar a garotada ler esses YouTubers e ir aos poucos dando outras opções - e vendo como eles desenvolvem a curiosidade de querer mais para ler e mais para pesquisar - do que simplesmente sacanear com o jovem por estar lendo a Kéfera.
Se o objetivo maior aqui é dar oportunidades pra criaturinha chegar ao ponto de leitor proficiente e autônomo, então joga esses preconceitos pra debaixo do tapete e se foca no que o usuário tem vontade e maturidade para ler.

Pessoalmente eu acho literatura brasileira cânone um porre (os antigos, não adianta que não me desce), passei a minha fase escolar toda lendo crônicas de Sabino, Stanislaw Ponte Preta, Veríssimo e Millôr, rindo a beça com as Revistas MAD, me aventurando em gibis de diversas temáticas, folheando a Ilustrada da Folha de São Paulo só pelos quadrinhos do quarteto fantástico (Angeli, Glauco, Laerte e Adão), tia Agatha Christie na cabeceira e pelo hábito de ler tudo que tinha na frente - e ter pessoas perto de mim que gostavam de me incentivar a ler - cheguei ao ponto de leitor proficiente. Não quer dizer que o processo para por aí, ainda tenho dificuldade em ler textos muito técnicos ou que não estão de acordo com a bagagem sócio-histórica que carrego comigo desde criança.

Não foi lendo Machadão, fazendo análise crítica de Hamlet, ou entendendo as rasuras da tradução da Ilíada ou Odisseia pra saber que tinha chegado ao ponto em que é ideal para isso. Não foi entendendo Camões ou louvando as fases da literatura "brasileira" (vamos colocar em aspas aqui, porque é discutível quando se imita intensamente um estilo de fora para incorporar na nossa cultura e achar que aquilo é lindo, maravilhoso e o certo, wowowowow me deixa ser burra 5 minutinhos #AlineDurel), foi lendo jornaleco de quinta categoria, folheto de supermercado, manual de instruções, lendo placas e cartazes na rua, fazendo essas coisas que seres humanos fazem para sobreviver ao usar a linguagem, sabe?

Então entre recomendar a Kéfera no balcão ou empurrar um Cruz e Sousa pra uma criança ler, eu sei o que fazer: "Cada leitor o seu livro", "Cada livro o seu leitor". Eu sei que algum dia ela vai se interessar pelo Simbolismo e o papel do Broquéis na Literatura Brasileira. Tenho certeza que a fase dela ler essa "literatura fraca" vai passar e ela procurará algo mais adequado a visão de mundo *dela*. Vai que numa dessas lê um Asimov, Leminsky, o ferrado do Joyce? Nunca se sabe, mas não custa tentar incentivar ao invés de apontar dedo na cara e dizer que YouTubers só escrevem porcaria.
Eles escrevem, e a garotada lê, e isso já é meio caminho andado pra eles quererem ler mais seja lá o que for.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

o peso da beca, do canudo, do capelo

Ontem foi a formatura da primeira turma em que me enfiei de vez na Biblio. Era a 3ª fase com um bando de gente bacana e de diversas vertentes de unidades de informação. Ter aulas com eles foi extremamente importante para eu sentir que o curso era firmeza, a carreira era promissora, as pessoas eram simpáticas.

Vendo eles recebendo os engessados ritos de colação de grau - Então é preciso alguém com título maior, cargo político, um objeto estranho encostado na caixa cranial pra ser finalmente bibliotecárix? Na Letras eu já me sentia professora desde o momento em que fui obrigadx a fazer um plano de aula na correria - meio que apertou um parafuso que tava aqui virando pra lá e pra cá: o parafuso da Ética.

Aí a fessora cutch-cutch que discursa muito nessa linha da Biblioteconomia fez o discurso como patrona da turma. E a coisinha linda citou Aristóteles, Kant e a diferença do Ethos com épsilon e Ethos com eta. O meu coração que já tá ferrado meio que deu um compasso trincado, desses de muitos goles de bebida forte, mas que não está completamente bêbado. Tocar nessa parte da terminologia de palavras que são terrivelmente empregadas em nosso curso, mas que ninguém tá nem aí par asaber pra que servem, é como um refresco nesse mar bisonho em que ando navegando.

Ela resgatou o Código de Ética do Bibliotecário (esse aí embaixo e que tenho diversas considerações a fazer que são contraditórias com o fazer bibliotecário de agora) e disse da importância do quanto é importante verificar a terminologia de nossos conceitos. Não obedecemos um código de ética para estamos na linha, fazer conforme a cartilha, não questionar nossa posição no mundo e a do Outro - seguimos um padrão alinhado de conjunto de regras para nossa profissão por termos a noção de que o bem maior, o bem estar social, a dignidade e a cidadania tá nas nossas mãos também.

sábado, 6 de agosto de 2016

pequena reflexão acerca de Tim Burton

Ontem tive o prazer de visitar a Confraria Literária do Colégio de Aplicação na UFSC pela primeira vez. Apesar de compartilhar a divulgação dos eventos, me atrevi a faltar quando a oportunidade vinha, tanto por conta das aulas da sexta-feira, quanto por não conseguir deslocar esse corpo até lá.

O tema de hoje foi as obras de Tim Burton e como é sua marca registrada no cinema estadunidense. Óbvio que quando citaram Eva Green como Miss Peregrine, meu coração de fangirl falou mais alto e devo ter soltado um gritinho com pompons acompanhando.

É bom demais para ser verdade.

O questionamento sobre o tabu do Corpo e o paradigma do Outro também vieram a minha cabeça ao fazer as filosofações sobre o renomado diretor. A maioria dos filmes dele tratam de algo mórbido ou tremendamente fora da tradição Hollywoodiana de se acrescentar comédia na tragédia (BTW: isso os gregos faziam com maestria, ok?), de tratar a morte como parte da vida e também saber levar essa ótica para as crianças entenderem o recado.

O tio Burton consegue tratar disso muito bem nas suas obras, tirando pela animação "A Noiva Cadáver" que literalmente é mostrar de um jeito lúdico e caricato que a Morte que tanto idealizamos no mundo dos Vivos pode ser mais divertida que o cinzento e trivial círculo de aparências.

Esse documentário do National Geographic Channel mostra 3 situações em que a Morte está na rotina de certos profissionais, mas que não deixa de ser algo que faz parte da nossa. Uma perita criminal, um maquiador funerário e um coveiro dão suas impressões sobre como é conviver com a Ceifeira à espreita todos os dias, sinceramente acho que isso magnífico - tanto pela abordagem de Vida que essas pessoas no documentário tem e como elas enxergam esse tabu.


A Nayra, a projeto de biblioteconomista mais descolada do curso, escreveu sobre a experiência, achei super awesome pela reação dela hehehehehehehe

sábado, 16 de julho de 2016

o trem da união dentro da classe

Amiguinhxs,

Quando forem se posicionar sobre a desunião da categoria bibliotecária em algum futuro distante pensem e lembrem de 3 coisas :
1) quem foram seus professores e como eles incentivaram o diálogo e união entre os estudantes e entre eles, docentes
2) quem foram seus exemplos de profissional da Informação atuante na área e qual contribuição a pessoa deu sobre o caso
3) se você repetiu o erro de 1, questionou o exemplo de 2, lutou pelo que você acreditava na época

Aí sim num futuro próximo você entenderá porque esse povo da Biblioteconomia fabrica uma guerra civil sem necessitar de muita coisa, só precisa fazer nada, cruzar os braços e quando acontece uma mobilização de importância na área, diz que já tá cansadx de lutar, que Conselho só serve pra cobrar, associações e coletivos só servem pra dar curso, que os mais novos que devem agora reivindicar nossos direitos (hello, não quero sustentar vosmicê não, queridx!) e o melhor que resume esse ranting aqui: "Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de fecho-ecler"

Por favor né profissa?
Toma vergonha na cara, vai passar óleo de perobinha e se posiciona como BIBLIOTECÁRIX pelamoooooor?

Sim, reclamo e resmungo pra baraleo quando é comodismo besta se manifestando no curso e não terem um pingo de respeito para arcar com responsabilidade de quem será diretamente atingido pela omissão.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

[bibliotequices] o caso daquele gerenciador de acervos que não-deve-ser-nomeado

Apresento à vocês o meu companheirinho imaginário: Dewey Potter.
Ele e a Dona Elza estarão fazendo participações especiais aqui pelo blog ou lá no canal do YouTube com coisas absurdas da Biblioteconomia - vulgo Bibliotequices.



Dewey Potter gosta de atazanar a vida das pessoas e coisas que não acompanham a organização reacionária dele. Dewey Potter também é um bruxo e vai para a Hogwarts da Biblioteconomia - aquela escola misteriosa e ideal que todo graduando acha que algum dia vai conseguir cursar/ter/ser professor, mas que até agora nada - e o "Menino que Classificou" também irá botar defeito nas coisas.

Porque é pra isso que ele serve.
Criticismo do baraleo.

Então...
O programa que "Não-deve-ser-nomeado" não me é inteira novidade. Quando estava na Letras em MG, ele era usado na Intranet da biblioteca do campus em fase de teste e tudo mais. Pensa que eu não sei que nos faziam de cobaias? Mas bem, a interface me é familiar e infelizmente dominar as artimanhas desse fiodazunha vem sendo um desafio nada estimulante aqui no claustro do Processamento Técnico.

Yep, escola estava em greve e é pra isso que estagiário serve.

Antes que eu puxe a varinha e me dê um Avada Kedrava na própria testa, Dewey Potter me mostrou alguns caminhos para fazer as gambiarras básicas para que o programa recuperasse informação com mais seguridade e menos bla-bla-bla.

Uma coisa que me irrita profundamente são livros com mais de 50 edições em anos diferentes. Isso quer dizer automaticamente para qualquer gerenciador de acervos que haverá 50 tipos diferentes de se recuperar a informação de um livro que poderia ser colocado como único no sistema e pormenorizado nos detalhes da interface.

Mas não, com Dewey Potter não funfa assim.

E for realzies, o trem custa caro. Tipo MUITO caro!
Se eu tivesse 10% do orçamento desse tréco que não funciona direito por problemas estruturais, continuaria um projeto de app para facilitar a vida dos bibliotecários escolares. Gente não custa nada, só pegar galera do Sistemas de Informação que amam programar e sentar junto à eles e falar das necessidades e ir vendo no que dá. Não jogando a organização do acervo em um programa (que não-será-nomeado) que não faz metade do trabalho que deveria ser feito.

Entendam uma coisa chamada contexto, povo de PR! Vocês vendem um programa que é perfeito para bibliotecas de médio e grande porte, com todas as funcionalidades escabrosas que esses centros precisam, mas entenda que se não tiver algo auxiliar, uma versão lite ou adaptada para o ambiente escolar, o trem não anda. Simplesmente empaca.
(Gente tem biblioteca na rede municipal que nem acervo direito tem... Sem PC, sem bibliotecário, sem infra-estrutura mínima para operar... Cuma que fica?!)

Porque não temos bibliotecários capacitados para isso - nem se fizerem trocentas oficinas pra ensinar - a galera mais velha não se impressiona com essas coisas, a galera nova tenta entender, mas se confuso pela complexidade, usuário/interagente não tá nem aí pra isso. Então o que fazer?

Pra quê complicar se é bom facilitar?
Pra quê?!

Nota para posteridade: se chegar a visitar certa capital onde se encontra certo programa-de-gerenciamento-de-acervo-que-não-deve-ser-nomeado, dar um pulo na T.I., descobrir quem fez essa bagaça e dar um tapa na nuca dos indivíduos. Obrigada por não facilitarem a vida!!

sexta-feira, 11 de março de 2016

bibliotequices - descartes (não é o filósofo iluminista)

Oi, eu sou Ranganathan e gostaria de 5 minutinhos para falar das minhas 5 leis...

This guy de óclinhos e todo roxo nesse desenho básico de uma das fotos deles tirada nos anos 50 é o Patrono da Biblioteconomia (O da Letras é David Bowie e isso ninguém me tira).

Ele fez muita coisa bacana durante sua vida bibliotequista lá na Índia, escrevendo livros sobre procedimentos técnicos, classificação, organização e um tiquinho sobre a ética e código de conduta des bibliotecárixs. Ranganathan NÃO ERA engenheiro, mas era matemático, o véinho foi na raça estudar Biblioteconomia na College University e desbravou muitas descobertas e teorias até o seu tempinho na estante da Vida acabar.
(Porque assim como os livros nossos, tudo ao nosso redor tem prazo de validade.)

Uma das coisas bacanas do Ranganathan é de ter criado 5 princípios norteadores para o curso de Biblioteconomia, seus aprendizes, para a área e para aqueles que estão chegando sem saber o que raios fazer. Essas 5 Leis (descritas aí em cima e repetidas aleatoriamente nesse blog para motivos de mensagem subliminar devidamente programada) literalmente cobrem QUALQUER situação em que podemos nos encontrar nesse caminho.

É óbvio que algumas áreas que interagem com a gente não sabem dessas regrinhas - olááááá pessoas da T.I.? A nº 4 é feita especialmente para vocês com seus softwares meia-boca de gestão de centros de informação... - e aos poucos a nossa categoria também esquece de algumas coisinhas, tipo a regra nº 5: a biblioteca é um organismo em crescimento.

Sendo um organismo, é de se presumir que esteja vivo, instável, dinâmico, em pleno movimento mesmo que a 2ª Lei do Newton seja bem leeeeenta. Mas aí vocês pensam: OMFG LIVROS ESTÃO VIVOS?! - e eu digo: urrum, eles estão. As bibliotecas estão em constante movimento, e não são lugares estanques. O trem não é um lugar, entende, é tipo um espaço-tempo (Vai estudar Física poxa! Altas coisa bacana pra pirar o cabeção). E se um espaço-tempo precisa de eterna constância devido as leis do Universo, é óbvio que se você deixa uma biblioteca estática, ela vira museu. Ou depósito de livros. Só o movimento constante de fazer empréstimo, devoluções, consultas nas estantes já é motivo suficiente para dizer que a biblioteca é dinâmica, tem vida e constantemente está em crescimento.

E aí vamos lá falar de descartes.
(A ação de descartar coisas, não o filósofo do "Penso, logo existo.")

Enquanto tem gente sapateando com sapatinhos de estalinho sobre descarte - ai meldeozo não pode fazer que é pecado! - já dou logo a ideia de que se não vai ser vir pra unidade de informação, serve pra gente maluca fazer uns trem bem legal. Sempre tem. Ou vender pro reciclável e ganhar uma graninha pra comprar acervo novo pras bibliotecas que não tem recursos financeiros próprios - como as escolares e as comunitárias.
Vai sem dó e piedade! A lei do MEC bunitosa ESQUECE que tem lugar aí por Brasil afora que está com uma biblioteca minúscula abarrotada de livros velhos, que professor algum tem paciência de olhar se é bom ou não, aluno nem quer saber e bibliotecário? Hello? Desde quando temos bibliotecários suficientes nessa equação?!

Pense em um livro como uma árvore mastigada, cuspida e prensada para servir de suporte para seja lá o que você escrever. Mesmo sendo uma árvore morta, o livro ainda possui qualidades da árvore de onde foi cortada. As páginas tem fibras entrelaçadas, essas fibras vão se quebrando, emaranhando desordenadamente, queimadas pelo sol, molhadas pela chuva, vento, ar condicionado, tempo, manuseadas de forma agressiva pelos usuários, pelas máquinas, pelos carimbos e cola branca e tudo mais. Isso vai desgastando o bichinho até ele ficar quebradiço ou rasgar ao meio. Ou pior! Ser vítima de hospedeiros muito muito chatos!

Traças, piolhos de livro, baratas, roedores, são alguns exemplos de coisas que não podemos tolerar dentro de nossas bibliotecas. Sem falar nos lindos seres invisíveis como ácaros, micróbios, bactérias, micro-organismos e tudo mais que se alojam nos belos encadernados empoeirados. Urrum, estou falando sim daquelas enciclopédias antigas que ficam fazendo peso e volume em uma biblioteca que já possui outros recursos atualizados para pesquisa e consulta (internet, edições atualizadas, livros didáticos, acervo especializado, etc). Sim é aquela maldita prateleira ali de obras de referência que está em destaque, mas NINGUÉM toca porque é onde estão os livros MAIS caros do acervo.

Méh.

Foi-se o tempo de enciclopédias, okay? Foi-se. Aqueles trambolhos de mais de 20 volumes eram considerados símbolos de status e pouca informação continham para quem realmente precisava fazer uma pesquisa apurada. Eu dou mais respeito para atlas desatualizados do que enciclopédias. No atlas pelo menos eu posso fazer a comparação antes e depois, na enciclopédia? Posso abrir uma de 1987 e outra de 2007 e ver o mesmo conteúdo lá, apenas mudando algumas palavras ou verbetes.
(Sim, eu fiz isso para uma disciplina no semestre passado e fiquei chocada ao ver que a tão linda e notória Barsa mantinha as MESMAS informações sobre verbetes históricos, só acrescentando mais acontecimentos quando era necessário)

Isso não me parece uma gestão democrática da informação.

As 2 grandes empresas de enciclopédia aqui no Brasil são donas de conglomerados que cuidam de dicionários, compêndios, portais online e editoras de livros didáticos. Quem garante que as informações e não estejam viciadas em um ponto-de-vista unilateral e arbitrário? Já encontrei em um dicionário de 1983 do MEC (olha só a importância) em que a definição da palavra "ÉTICA" tinha em um dos seus verbetes a explicação: "ser patriota." - pode?!

O que fazer com esses trambolhos então? Já havia falado sobre o assunto das enciclopédias - e as dores no coração de dó de certo apresentador/comentarista de programa globístico ao meio dia - e como podemos fazer o melhor para as bibliotecas.

UPCYCLE - ou reciclagem para cima (???) de livros \o/
É minha obsessão favorita desde então.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

bibliotequices: dando tchau, tchau, tchau

Assim como a musiquinha grudenta da Vovó Mafalda, estou dando tchau para essa biblioteca linda onde me firmei como pessoa biblioteconômica (???). Não, não irei viajar porque isso é coisa de bibliotecárix ryyyyyyycxxxxh e famozxxxxx, então resolvi gravar um vídeo sobre a despedida.

Para aqueles que estão tentando entender o que quero dizer, é porque faz cerca de 2 dias que não durmo direito, logo o discurso tá meio fuén-fuén balão furado: 


Ano que vem estarei em outra escola da Rede Municipal, por mais 6 meses e a notícia não me deixou muito bem durante esses dias. Sim, eu sei, a oportunidade é ótima, novos ares, coisas novas, mas mesmo assim eu e mudanças? Não nos adaptamos bem de cara.

Agradecendo à escola que me acolheu tão lindamente desde o começo, por entenderem que dar voz aos alunos é bem mais importante que seguir o status quo, que tudo se resolve no diálogo, que as peculiaridades são preciosidades e que colocar um violão com cordas na hora do recreio faz milagres com alunos bagunceiros. 

No resumão? Sei lá o que tou sentindo, mas aqui vai ser o meu marco inicial de toda a bagagem que vou levar pro resto da minha vida nessa carreira.

Há o problema do workaholismo também. Fiquei parada por muito tempo no começo do ano por conta da perna, meu ritmo de trabalhar foi quebrado justamente quando tava começando a produzir bem e aí houve o trem da dedetização que parou por quase 2 semanas e bem... Eis o motivo de não conseguir dormir direito!

Final do ano sei que estarei uma pilha básica de produção e vou ter que direcionar pra algum lugar - e não vai ser para o acadêmico pelo jeito.
$(function(){$.fn.scrollToTop=function(){$(this).hide().removeAttr("href");if($(window).scrollTop()!="0"){$(this).fadeIn("slow")}var scrollDiv=$(this);$(window).scroll(function(){if($(window).scrollTop()=="0"){$(scrollDiv).fadeOut("slow")}else{$(scrollDiv).fadeIn("slow")}});$(this).click(function(){$("html, body").animate({scrollTop:0},"slow")})}}); $(function() { $("#toTop").scrollToTop(); });