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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Bibliotequices: A GUERRA CIVIL DOS LIVROS DIDÁTICOS!!

Let the War begins!!
[Texto produzido por Lucas Mendes, graduando de Biblioteconomia – Gestão da Informação na UDESC]

GUERRA CIVIL: PRÓ-LD’s VS. ANTI-LD’s
(titulo provisório zoeristico)

Depois de 6 meses nessa indústria vital da iniciação científica em Biblioteconomia, com uma pesquisa mais especificamente em livro didáticos (Titulo da pesquisa: Bibliotecas Escolares e Acervos: Possibilidades de Fontes, História e Memórias), eis que me deparo, mais especificamente no Painel de Biblioteconomia de 2015 já comentado aqui no blog pela Morgado, com uma discussão bem calorosa com a mesma. 

No segundo dia do evento eu e a Bruna discutimos por quase uma hora sobre prós e contras dos livros didáticos. Depois de refletir um pouco sobre isso tudo, tive a ideia de escrever esse singelo texto com minha opinião sobre o assunto, então coloquem os cintos que irei expor outro lado dos livros didáticos além do espaço que ele ocupa nas prateleiras das bibliotecas escolares.

Particularmente vejo o LD (livro didático) como um instrumento social do que realmente só um peso de papel no acervo. Acredito que os LDs igualam os estudantes de escola pública com os de escola privada (como reforçado pela minha chefinha com a qual me guiou por esse mundão do mercado editorial e social do LD), logo eles representam um ponto de igualdade, que claro não acredito ser o suficiente, pois muita gente tem o LD, mas não tem biblioteca ou professores suficientes em suas escolas. E em muitos casos o livro didático tem quase o papel de uma biblioteca móvel, já que o formato atual de LD trás poemas, contos, imagens, textos de referência, indicações de leituras. 

Com o crescimento do Ebook didático (não sei se esse termo realmente existe, mas uso ele para falar do LD digital) essas ferramentas se desenvolveram e até irão desenvolver outros formatos, possibilitando até a Social Reading (na qual acredito amplificar o ensino de toda nossa criançada).

Vale destacar que o Brasil compra através do PNLD (Plano Nacional dos Livros Didáticos) muito livro didático para as escolas públicas, e isso representa 35% de unidades vendidas no mercado editorial brasileiro (Fonte: Snel jul. 2012), e no caso dos Ebooks didáticos, ainda é um mercado em crescimento, já existem algumas escolas particulares usando (Essa matéria aqui fala um pouco disso) e a FNDE (Funda nacional de desenvolvimento da educação) por exemplo, já “obriga” as editoras a publicarem os LD em formato digital. O governo já iniciou a distribuição dos ebooks em algumas escolas nesse ano (ver aqui)

Os Ebooks digitais resolveriam o famigerado problema de espaço das bibliotecas escolares, mas acredito eu que eles são importantes obras de referências e que merecem um lugarzinho na estante, não em quantidade exagerada como acontece na realidade.

A biblioteca escolar, querendo ou não ganhou mais uma atribuição, que é a de guardar e distribuir os LD, e acho que não seja realmente um problema, desde que seja uma atividade apoiada pela secretaria da escola, já que pode ser uma dor de cabeça. Tem uma galerinha do barulho lá de Minas gerais que desenvolveu um software de gestão de livros didáticos, o i10 (chequem o projeto dessa empresa, e os outros também que são um amorzim), e que já fizeram vários testes e parece estar funcionando muito bem, eles conseguem fazer a distribuição dos em livros em um curto espaço do tempo, e recuperar grande parte dos livros ao final do ano (porque eles tem vida útil de 3 a 4 anos, são renovados por causa de atualização e afins).

Não quero me alongar, porque talvez um dia eu e a Morgado possamos discutir estilo filósofos gregos, só que sem precisar de cartas quando temos Twitter e Facebook. Fecho com o meu pensamento muito mais sentimental do que prático. Vale cuidar desses pestinhas espaçosos, porque eles têm mais importância social e econômica do que realmente prática (no sentido do espaço, já que a educação fica muito mais prática com a ajuda dos LD, mas isso abriria uma outra discussão no cunho da educação). 

Posso morder minha língua, pois ainda não estagiei em biblioteca escolar, mas defendo sim o LD e sua grande importância de fonte de pesquisa escolar e acadêmica.


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Bibliotequices no 33º Painel de Biblioteconomia


[suspeito que esse post será editado várias e várias vezes na esquina com as macas da Varig, então...]

DISCLAIMER LINDO QUE PRECISO FAZER: Sou graduanda de Biblioteconomia na UFSC, na fase do só Ranganathan sabe, loooooogo minhas opiniões acerca do evento são inteiramente minhas, da minha cachola meio amalucada nutrida com café e comida do RU. Creio que terei que introduzir um tesauro nesse blog para os novos leitores entenderem as piadas internas e as referências nerds (Gente, referência é tudo nessa vida!).

Para quem quiser dialogar sobre esse post e outras questões (Inclusive motores de avião, estou disposta a discutir sobre engenharia aeronáutica, tá?), só deixar um comentário ali na caixinha abaixo. Não custa nada, sério. Nem pro Google Adwords eu apelo (E não tou ganhando jabá nenhum por declarar minhas opiniões... Eita).

Bora lá que lá vem postagem longa...

O que posso dizer sobre esse evento estranho que junta um povo mais esquisito com o intuito de falar sobre a maluquice do fazer bibliotecário e bibliotecas?
(Porque cês sabem né? Conforme a nossa sociedade contemporânea, ajudar as pessoas a buscarem cidadania, dignidade e autonomia é coisa de gente biruta. Mexer com máquinas é mais seguro.)

Me senti mais animada, o low da semana passada foi substituído por essa coisinha mastigando minha bile e cuspindo formas de se abalar a estrutura do sistema vigente. Eu amo a minha profissão, amo meu curso e tudo que ele representa em minha vida nesse momento. Ter um espaço para discutir sobre a Biblioteconomia é raro dentro da Academia, mas nesse Painel a conversa foi inspiradora no modo prático. Apesar da minha cabeça estar bem bem bem cheia de idéias iludidas para se fazer no local onde trabalho (estagio em uma biblioteca escolar da rede pública de ensino), vi aqui no encontro um modo real de colocar essas coisas fora do papel.

Aprendi um bocado com colegas, mais um pouco com os docentes, descobri algumas coisas sobre mim mesma, sobre o Outro, e vi que a vontade de nossos estudantes é MUITO grande, mas como há sempre problemas no caminho, tivemos a oportunidade de ouvir e também debater sobre as dificuldades no curso. Graças a Dewey tivemos como nos expressar, porque a coisa tá feia gente...

Auditório do CEDUP cheio e muitas discussões
Palavras que surgiram como ser ousado, proativo, gestor cultural, conhecedor de leis me iluminaram bastante sobre o meu papel na sociedade. Eu tenho um orgulho enorme de ter escolhido esse caminho, mas ao mesmo tempo me sinto inibida ao ver que algumas responsabilidades são bem maiores que eu pensava.

Por exemplo: pra qualquer lugar que olho há empreendedores e a única coisa que eu gostaria mesmo de sentar e conversar era sobre "okay, estamos todos ferraxs, o que fazer com uma caixa de leite vazia, retalhos de EVA e tinta guache para trazer os leitores pra dentro das nossas bibliotecas?" - mas a maior parte do tempo era algo sempre virado para a tecnologia embutida nesses espaços. Méh.

Senti-me como um daqueles homens das cavernas ainda tentando entender o que é a pedra redonda enquanto os outros homo sapiens já faziam uso da roda. Talvez seja o nicho que decidi me enfiar, biblioteca escolar pública é um lugar primário, rústico, dah roots, sem muitos recursos tecnológicos, a improvisação é primordial e às vezes a vida não te dá mais ideias pra tirar da cartola (Ou das mangas ou atrás da orelha, cê sabe, fazer efeito de mágika perto dos não-despertos dá Paradoxo e Choque de Retorno¹!).

Outra coisa que me fez repensar meu papel:
 - A tal da caixa.
 - O pensar fora da caixa.
 - O ir além da caixa.

Véi, de Bowie...
A caixa não existe.
É que nem a colher do Matrix. Não tem essa de caixa, a sociedade que gosta de colocar paredes pra delimitar tudo, a caixa é simbólica, você se encosta no canto se quiser, mas ela não tá lá. Somos além da caixa, somos além das paredes como o evento quis colocar em sua temática.

NÃO TEM CAIXA NENHUMA.
(Get used to it! let's Dewey it!)
Agora volteeeeemos. Cês já sabem: TL;DR.
(Too long; don't read)