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terça-feira, 19 de setembro de 2017

a novela das eleições de certo centro de certa universidade dos megazords continua


(Pegue a pipoquinha e acompanhe de perto esse circo pegando fogo...)

Peço cuidado a ler o texto a seguir, pois enchi de mensagens subliminares, nonsense e discurso passivo-agressivo pra me autossabotar, caso alguém venha tirar satisfações depois. Leia conforme sua paciência ou se quer ideias para memes. Afinal de contas, por que dar crédito e credibilidade pra textinho chinfrim de estudante raso de Biblioteconomia?

E como está a nossa novela favorita?

Alguns episódios já passaram, pra quem perdeu tem três vídeos dos debates que ocorreram aqui, aqui e aqui. No capítulo especial da semana foi o backlash mandatório de parte dos alunos e docentes quanto a decisão de apoio do centro acadêmico a uma das chapas.

Democracia é opcional nesse contexto.
Outro tijolinho na parede?




Mas o alto dessa temporada aconteceu com duas CENAS significativas:

1) graduand@s afirmando que centro acadêmico não tinha que se meter em política (???) e não deveria apoiar chapa alguma.

Ué? Será que minha miopia atingiu níveis épicos?

Detalhe: ninguém chiou quando esse centro acadêmico e mais esse centro acadêmico que fazem parte do mesmo departamento deram apoio a outra chapa, cerca de 1 mês atrás com direito a videozinho e campanha.

Hipocrisia, a gente vê por aqui sempre.

(Debaixo do link, os emocionantes instantes da incrível novela do SEDE)


Miguxes, tamos no mesmo barco. Inclusive dividimos aulas, rotinas e sofrência. Por que não foram capazes de produzir mimimi para os centros citados acima? Nem perguntaram se o curso onde estamos queria um pedaço de mariola.

Não, porque reclamar do CAB parece mais legal, mais interessante, menos custoso. Cabe a carapuça pra todo mundo aqui, se fizessem questão de saber o que acontece nos bastidores das aulas, tem reunião aberta todas as quartas-feiras 17h45 conforme esse chamado aqui. Tem reuniões de curso, departamento e conselho de unidade também. Tem como assistir sem dar voto, mas tem.
(Mesmo já terem impedido representante discente de participar, lalalalala, a gente é democrático e transparente e ético!)

Mas ninguém vai.
Tão trabalhando, tão vivendo intensamente o capitalismo selvagem, não tem tempo pra essas coisas de politicagem não. Informação bacana, mesmo se os alunos fossem, não teriam direito à voto nem de fala, porque aluno não presta pra pensar politicamente e não entende powha nenhuma das coisas incríveis provindas da obtenção de uma pós-graduação.

Subir de level abre um compartimento novo e inexplorado do cérebro desses sortudos que tem título de mestre e doutor e que ostentam anos e anos de experiência na política universitária. É tipo um nirvana acadêmico, só que com menos busca a iluminação e mais aporrinhação na carga-horária.
(a gente entende, afinal: professores não fazem mais que a obrigação de serem superiores)

Mas centro acadêmico NÃO PODE se meter com política! Esqueci desse detalhe! Eles foram votados democraticamente e são nossos representantes juridicamente nessas reuniões por bonito.

Oh entendi! É que nem nas reuniões em que precisam de voto e tiram aluno de centro acadêmico passivo-sumido e fazem ir na reunião só pra votar a favor de proposta que favorece certo grupo de uma entidade que vamos intitular como a van colorida?! Era pros centros acadêmicos fazerem isso? Ser muleta pra política universitária de interesses de poucos?!

Nossa, que ingenuidade minha. Em pensar que um agrupamento de graduandos teria capacidade mental suficiente de interagir com essas pessoas. Pra servir de peão pra manobra sim, mas pra pensar criticamente o nosso curso e o futuro do centro de ensino onde estamos alocados não.

Faz parte.

Aluno não tem que se meter com política não, tem que ter neutralidade, um comportamento ético apático característico da profissão e do curso. Pra quê discutir política? É mais legal deixar pessoas incapacitadas em dar serviços básicos pisar em nossos direitos. É mais bonitinho deixar certos nomes apontarem dedo na cara de nossos professores e abusar moralmente e psicológicamente dos alunos em toda oportunidade que tem.

É melhor eu fechar esse blog e parar de postar minha opinião pra depois usarem em turma de calouros pra dar a lição do: "O que um aluninho tábua rasa, pedra a ser lapidada, folha em branco pra ser preenchida, não pode fazer que é feio."

Aliás isso que citei em cima era teoria básica na área da Educação que reinava por muito tempo até a ditadura acabar no Brasil. Coincidentemente a área em que me insiro foi criada nessa mesma doutrina tecnicista até não aguentar o tranco da Internet nos anos 90. Incrível ver como velhas raízes continuam dando frutos.

E por falar nisso, há um gostinho de atos institucionais em tudo que der pra interpretar desse processo inteiro, desde o ano passado, na novela das eleições de certo centro de ensino que fica em certa universidade que não irei citar o nome (BTW universidade dos Megazords? Tem um desses da Polícia Federal ali fora da Reitoria).

O que nos leva o segundo bafão da semana:

2) o Reitor da universidade foi preso pela PF. Esquema de desvio de verbas, atrapalhando investigações, coagindo outros professores a repassarem verba de projetos de extensão em ensino a distância pra laranjinhas.

E já apropriaram esse fato pra discurso de "Fulano de chapa tal tava envolvido nesses esquema, tem que voltar $$ milhões pro centro, que antiético, que falta de transparência, que pessoas más!" - se sim ou se não, cadê as provas por A + B e o melhor, por que não deixam os registros de acusações sobre o caso específico no departamento em acesso público?

É pra ser pudico, inibido? Mas não era justamente o contrário nessa novela de longa data?!
Não era pra soltar a franga e liberar geral?

Querem mesmo que cite todas as atitudes antiéticas que a van colorida já cometeu para coibir, intimidar e fragilizar docentes, TAEs e estudantes? Nem precisou de dinheiro envolvido, o estrago é tanto que ninguém se atreve a questionar, pois a pós-verdade dos advogados de regras está SEMPRE certa, atualizada, transparente e ética.

(O que é mais phoda é que quase chegaram em um dos tópicos do filósofo alemão mais absurdo e awesoooooome chamado Walter Benjamin que além de ter uns esquema forte marxista, tocava loko com sujeito fragmentado pós-moderno com olhar FORA do contexto bitolado da sociedade industrial. Citar Benjamin me obriga a perguntar onde vocês enfiam o flâneur no currículo dos cursos - não é xingamento gente, é um assunto bem bacana de se estudar esse sujeito que flaina na sociedade, tipo moradores de rua, nomades e boêmios - coisa que a van colorida parece ter pavor de mexer)

A Razão está sempre a favor dos advogados de regras.
Os alunos não.
Aluno só sabe reclamar.
TAE não sabe trabalhar.
Professor não faz mais que a obrigação.

E chefe de centro de ensino, o que que faz?
Se você não souber, muito menos eu.

A diretiva passada foi que se houvesse QUALQUER problema em qualquer coisa acadêmica, era pra ir reclamar na Ouvidoria.

Doutrinação marxista? Vai na Ouvidoria.
Assédio moral e sexual de professores? Vai na Ouvidoria.
Ineficiência no trabalho básico de uma secretaria? Ouvidoria.
Falou besteira na aula? Ouvidoria.
Lei da mordaça? Ouvidoria.
MBL? O que que é isso? É de comer? Não? Ouvidoria também.
30 horas pros TAEs? Aí é na Reitoria, tenho nada a ver com isso.



Não se mordam, quiançada! Se der ruim, vamos na Ouvidoria

A novela tá acabando hoje, 19/09, após às 22 horas a apuração dos votos.
E é voto universal, alunos que vão decidir quem entra na chefia do centro, mas é provável termos uns chiliques, oras! Os bafões não podem parar geeeeeentem!!! Qual a graça seria em estudar em um lugar monótono, autômato e sem briga de egos no parquinho do the Cins, quero dizer The Sims?!

Ops, quase escapou informação pertinente.
Deixa baixo senão a PF tá de olho ou vai pra lista marcada da van colorida.
(me diz uma novidade minha gente, me diz)