Pesquisando

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

[conto com angie] tesouros

Título: tesouros (por BRMorgan)
Cenário: Projeto Feéricos.
Classificação: PG-13.
Tamanho: 3.070 palavras.
Status: Completa.
Disclaimer: Esse conto faz parte de algum rascunho perdido meu do Projeto Feéricos que vocês podem ver os pedaços sendo costurados aqui nesse post [x
Personagens: Angie, a Fúria, Quentin, Raine, Smithens, Nakitsumoto, a prodígio mais-nova.
Resumo:

Sentou no sofá, desconfortável por estar ali tão exposta. Bege e colcha de retalhos no chão, palco de brinquedos de madeira pintados a mão espalhados, um brinquedo de pelúcia branco encardido de muitos pelos (parecido com uma peruca esquisita que já vira em uma corte do Oeste) estava ali também. Fungou para disfarçar a timidez, a apreensão, a expectativa, tinha muita coisa ali para se registrar. Um breve toque em seu ombro, café quente. Forte, extra.

Olhou para a mão que segurava a caneca e viu uma pista. Lembrava de algo pintado na mão da mesma pessoa.

- Desculpa a demora, fogão está quebrado e fazer café esses dias tem sido um martírio... - disse a anfitriã com um sorriso largo e voz que reconheceria de longe desde sua infância conturbada no Posto 2.
- Obrigada assim mesmo... - já levando a xícara morna aos lábios. Realmente estava muito frio aqueles dias.
 - Abençoado seja o pó venenoso causador de gastrites... - respondeu a mais velha, tão antiga quanto qualquer um que já havia passado pelo seu caminho.
 - Pensei que vocês não tinham essas coisas. - o tom em sua voz deixou de ser sério para o curioso costumeiro. Ao deixar escapar a pergunta/afirmação, se arrependeu de ter dito. O olhar que ultrapassava carne, mente e ego foi para ela, mais um gole do café. Forte, muito. Por suas orelhas, muito!
 - É difícil dizer, vai ver que exagero na dose desde sempre e assim acho que está bom... - a mais velha deu de ombros, levantando bruscamente ao ouvir um apito do microondas. Particularmente não tinha receio dessa invenção dos Mais-Novos, microondas eram legais, sempre saía comida gostosa de dentro deles (Apesar de terem um gosto artificial e de pura máquina). Lembrou-se de bebericar o café forte (Muito!), ser educada, lembrar que seu estômago não vai girar só de estar ali. 

O brinquedo felpudo se mexeu, cutucou um bloco de madeira, voltou a ficar imóvel. 
Tudo isso em meros segundos. Olhando para a xícara de café morna em suas mãos geladas, perguntou-se "Okay, o que esse café tem a mais?!".

Passinhos atrás de si, um corpinho miúdo que se colocou em pé apoiado no braço da poltrona. A menininha nem estava com os olhos abertos direito, bocejando largamente (Um pouco da fisionomia da mãe, creio), um pedaço do curativo abaixo do queixo solto. A timidez inicial infantil ao ver que foi descoberta em seu esconderijo, ou talvez por ter sido pega bocejando (Uma fraqueza! Que fraqueza?).

Leite frio pra pequena.
 - Querida, onde você estava? - perguntou a mãe zelosa, a pequenina tomou cuidado com o copinho de leite em suas mãos quentes.
 - Passeando Momz... - A menininha bebericou o conteúdo também, trocou de olhares com a visitante, olhou para a xícara de café dela e assim que a mãe virou para pegar mais biscoitos para a mesa cheia de comida típica de um café da manhã de reis, colocou um pouco do leite de seu copinho no dela. Sorriu cansada para a visitante esquisita, sorriu como sorria anos antes.

Antes de tudo, antes de decidir como seria o futuro dali por diante. Um sorriso quebrado é devolvido, não conseguiria enganar uma criança nem aqui nem lá em Hibérnia. Não quando a criança era um espelho de si mesma em um outro nó do Destino.


A menininha esperou a visitante tomar do café com leite, agradecimentos em silêncio. Café agora brando, calmo, sem alarmes e surpresas. O diálogo se tornou interno.

 - Cê veio de longe, hein? - disse a menininha cutucando um bloco de madeira com o dedão do pé. Sua voz era arrastada pelo sono.
 - Vim sim, e você? - perguntou a visitante de volta, ajeitando sua saia cheia de fiapos na barra e cruzando as pernas. O movimento foi seguido pela menina de alguns poucos anos, pé cruzando frente do outro, interrompendo os joelhos trêmulos de dormência e animação.
 - Tava passeando... - respondeu apenas, olhando para o chão e tomando do leite frio.
 - Por onde? - a visitante insistiu em saber onde ela falava. Sabia onde, apenas queria confirmar.
 - Um parque? - tentou, mas recebeu uma negativa.
 - Na-não...
 - Um lugar verde, morequinho? Uma floresta? - sugestionou a mãe com um pacote de biscoitos de cheiro delicioso, muito. Forte, açucar, muito. Isso parecia gostoso, provaria. Muitos.
 - Urrum!! - respondeu a menina com entusiasmo fora do comum, saindo do marasmo. Ela gostava de ouvir a voz da mãe, gostava quando ela sabia o que ela imaginava (Como mães faziam isso?!), gostava quando falavam da floresta.
 - E como foi o passeio na floresta? - perguntou a mãe bebendo um belo gole do café. Como ela consegue sem...?
 - Coisas... - respondeu apenas a criança.
 - Que coisas? - foi a vez dela perguntar.
 - Essas coisas aí... - gesticulou a menina para o vazio e dando de ombros.
 - As árvores eram altas? - tentou novamente, não desistiria daquelas perguntas tão cedo.
 - Ammë, café? - pediu a menina estendendo o seu copinho estampado com desenhos infantis em uma cor berrante. A mãe franziu os lábios pálidos e a olhou com um dos olhos fechados como se a inspecionasse de cima abaixo.
 - Nada de café para você, menina esperta. Depois fica resmungando da barriga aí... Pensa que não sei? - e ela sabia. Mães sempre sabiam.
 - Café não me dá sono... - resmungou a menininha com a voz arrastada de novo.
 - Mas você não acabou de acordar? - inquiriu a outra visita, chegando do banheiro ajeitando a gola da jaqueta de couro. A voz era diferente, contrastante, a criança se encolheu aos poucos no lugar.
 - Tava passeando moça... - sussurrou apenas para si mesma.
 - Não ouviu a prosa, não? A guria tava passeando... - reforçou a visitante no sofá. A mãe agora a tirava do lugar no sofá e colocava a visitante em uma cadeira de plástico na mesinha cheia de guloseimas. A menininha tímida sentou ao chão perto do brinquedo felpudo e o alisou algumas vezes. O visitante de voz diferente pigarreou com nervoso (Ele também estava um pouco tenso por estar ali) e aceitou o convite de sentar ao lado da visitante.
 - Tudo bem aí? - perguntou ele com preocupação em uma língua que só eles falavam.
 - Tudo, por quê?
 - Sei lá... Umas vibe estranha... - ele estendeu a mão para se servir de café, a mais nova estapeou a mão. - Ai, o que foi?
 - Forte, muito. - disse apenas e ele entendeu. Foi para o chá.
 - Tou esquecendo de alguma coisa... - murmurou a mãe anfitriã.
 - Momz, cê colocou comida pra mais de metro... - replicou a menina cruzando os braços, o gesto de repreensão infantil não passou despercebido. Os dois visitantes notaram na hora como a Fúria mais feroz de todos os tempos na História do mundo dos Feéricos literalmente deixava sua guarda baixar quando ouvia a sua cria falar daquele jeito.
 - Oh meu tiquinho de gente... Vem aqui... - pediu a mãe vendo que a menina não ia sair do chão.
 - A Tuk não saiu da Foresta.
 - Floresta. - corrigiu a mãe atenciosamente, a menina franziu a testa.
 - ...resta... - respondeu ela omitindo o seu erro. Cutucou a bola felpuda novamente, nem se mexeu.
 - Deixa a Tuk aí, logo ela acorda... - e pegando a criança com gentileza em apenas um breve abraçar e a içando para ficar em seu colo. O visitante bateu um dos seus joelhos na perna da colega e chamou a atenção para a cena.
 - Ela sempre tá dormindo assim...? - perguntou a visitante com preocupação.
 - Assim como você... - a mãe zelosa ofereceu biscoitos para a filha e esperou ela pegar alguns e colocar na boca. - Passeando demais nessa Floresta...
 - É legal... Tem folhas... - a menininha respondeu, a visitante foi obrigada a concordar afirmamente com a cabeça enquanto enchia sua boca de biscoitinhos de cheiro diferente. Açucar. O seu companheiro ao lado observava a dinâmica na mesa, fazia tempos que não partilhava de uma refeição assim.
 - Ela dorme um bocado... Vocês poderiam me explicar isso?
 - Ahn, bem... - começou a visitante com a boca cheia, mas o rapaz ao seu lado que decidiu continuar.
 - É um aspecto diferencial dos filhos pródigios. As crianças em especial passam muito tempo conosco antes de encontrar os portais...
 - Não gostaria de vê-la assim o tempo todo. Ela perde muito daqui, sabe? E se machuca às vezes... - alisando o queixo com a atadura da menina e verificando se ela ainda tinha leite no copo.
 - Ela me lembra você quando era mais nova... - disse o rapaz rindo um pouco.
 - Eu dormia porque era desnutrida, mané...
 - Não precisa ficar nervosa... - ele estranhou, deu seus biscoitos para ela.
 - E qual é o prazo que temos?
 - Alguns anos, até ela acordar inteiramente.
 - Alguém irá cuidar dela quando eu me for?
 - Haverá um dos nossos para ajudá-la e creio que até lá alguém dos dela se apresentará para tutoriar.
 - Nossa, como ele fala difícil... - gracejou a visitante, a menininha riu-se bebendo o leite no copo, quase espirrou o liquido pelo nariz.
 - Morequinho, você está bem? - oferecendo um pano de prato com uma galinha azulada para a menina se limpar.
 - Sim, Momz, tudo belezinha... - os pensamentos da menina ecoavam para bem longe dali, chocando com os sonhos do animalzinho confundido por bichinho de pelúcia ali do lado. Um pródigio atuando nos nós invisíveis do mundo sempre surpreendia a visitante (mesmo que a regra geral dos Feéricos era se manter bem longe deles).
 - Se me permite perguntar, senhora: por que terá que partir?
 - Vamos dizer que as pessoas reparam. E perceberem que continuo com a mesma cara e idade quando essa menina estiver com seus vinte anos não será fácil de explicar.
 - Vai embora, Momz?
 - Não querida, não irei... Fica tranquila.
 - Vai pra Floresta?
 - Sim, sim, pra uma Floresta bem linda...
 - E tem folhas amarelas lá?
 - Arrãm, pode apostar que sim.
 - E eu vou poder ir junto?
 - Acho que você vai saber o caminho de cor pra lá quando crescer... - riu-se a mãe pesarosa, a menina não entendeu. - Quero me certificar que ela terá uma vida saudável e sem complicações...
 - Bem, isso iremos cuidar com um dos nossos... - olhares foram trocados entre os visitantes, a menininha percebeu na incerteza e se acomodou mais no colo da mãe de sorriso largo e voz eterna.
 - Não gosto deles. - disse veemente, o rapaz riu alto.
 - Nossa, como ser rejeitado por uma criança...
 - Quentin, seja mais educado, por favor? - admoestou a visitante. - Hey chuchu, preocupa não que você tá em boas mãos. Sua mãe é a pessoa mais legal do mundo.
 - Não quero que vá embora.
 - E eu não vou... - a mais velha beijou os cabelos ralos ruivos da menina muito magra e a abraçou com ternura. - Estarei sempre perto, você sabe...
 - Não gosto deles...
 - Entendemos, menina... - sorriu o rapaz com um gracejo. A visitante franziu as sobrancelhas e encarou firme a menina.
 - Você não precisa gostar, apenas lembrando da gente daqui alguns anos...

===xxx===

A mocinha vestida como um acidente de caro pulou alguns escombros, quase torceu o pé em uma tábua solta, rodopiou entre o que seria a cozinha e parte da sala totalmente destruída. Os ventos foram impiedosos dessa vez. Como poderia não sentir aquele frio descer a espinha com tanta magia dos prodígios no ar? Algo terrivelmente grande havia acordado (Assim como haviam falado uma vez no reino de Jacarta sobre a Estrela Vermelha do Oriente. Algo acordara, algo antigo e junto com a coisa veio vento, ondas, furacões, chuva, gelo e fogo. Até que se dissipou assim como começou.), mas parecia que sua presença estava se movendo para o Norte, alcançando lentamente onde a Metrópole estava.

Ainda bem que deixara mensagens para o pessoal do grupo, eles deveriam saber o que ocorrera ali aquela noite. Mesmo que só a meia-verdade. Sim, meias-verdades eram melhores nessas situações que as realidades verdadeiras. Tremelicou de medo novamente, apesar de manter sua fachada de "olha como não tenho receio de estar andando por aí depois de um furacão", Angela Filha dos Ventos tinha medo de andar sozinha na maior parte do tempo.

Seguiu mais alguns passos, um cômodo que não identificou o que era, viu uma lasca de parede ruir sonoramente, para então um gemido ser ouvido. Correu para acudir seja lá o que fosse debaixo daquele... sofá?
 - Hey, tá de boas? Não segue a luz azul não! - exclamou não tão nervosamente quanto sua mente havia imaginado. Outro gemido, e um latido. - Oh, você se enfiou aí? Sério?
 - Diga-me que a menina está bem?
 - Sim, deixei ela debaixo da tenda dos milicos... Ela tá meio machucada, mas nada sério. - a sofá foi empurrado, mas nada estava ali. - Okay, você se finge de invisível também?
 - Estou atrás de você. - a voz em sua cabeça a assustou, a fazendo girar nos calcanhares. Um ser curvado, pelagem branca manchada de sujeira e de estatura enorme estava ali atrás dela.
 - Oh, você é... Alto. E felpudo. Legal.
 - Foi essa a impressão que ela deixou. - a voz da quimera era um misto de latido com a voz fininha de uma formiguinha.
 - Certo... Então, você é uma quimera com vocabulário bacana e com pelo sedoso. E as pessoas dizendo que crianças não tem imaginação.
 - As atuais não... - respondeu a criatura artificial feita de um sonho muito profundo que a menininha que Angie deixara com os militares. A feérica se dava bem com quimeras conscientes, não tinha receio de passar um tempo conversando com elas ou sabendo de suas histórias anteriores. - Se ela está bem, então devo me ir.
 - Oh não, não, não, nada disso!! - exclamou a menina com veemencia. - Você tem que voltar comigo pra Metrópole.
 - Com todo respeito, cria de Stardancer, mas não deixarei vocês simplórios me trancarem em uma jaula e me venderem para a Fabulária.
 - Hey, nada disso! Só que você não PODE ficar aqui, sacas? - a menina olhou para os lados, a quimera também. - Tem coisa mais estranha rolando nas quebrada. - a quimera não entendeu o linguajar dela, Angie rolou os olhos percebendo seu deslize de linguagem - Há coisas mais bizarras acontecendo. Esse ventinho bonito aqui não foi obra da Natureza.
 - Percebe-se.
 - E sei lá o que essa... coisa... possa estar planejando...
 - Posso assegurar que caçar quimeras não é o intento.
 - Como você consegue estar tão calmo nessa bagunça toda?
 - Como você disse: há outras preocupações a se ater agora.
 - Sério que você é uma quimera mesmo? - disse Angela descrente da propriedade do ser que conversava.
 - O que farão com a pequena?
 - Cuidaremos dela?
 - Meus serviços não estão acabados. Fui conjurado para protegê-la e assim ficarei.
 - Não aqui. - Angela puxou o que parecia ser o braço da criatura, mas ela se esvaiu em uma nuvem esfumaçada de puro sonho. - Okaaaaaaay, quimera não tangível. Entendi.
 - Sei me disfarçar entre os humanos. Ficarei em prontidão.
 - Tá, não vou forçar nada, até porque você pode me abater com esse seu bafo... - resmungou Angie para o chão - Mas por favor: se você encontrar a Fúria que cuidou dela, diga que estamos cuidando bem dela? - a quimera assentiu concordando. - Não quero virar carne moída entre os dentes dela.
 - Ela é vegetariana. - pontuou a quimera seguindo um caminho de ziguezague pela casa destruída e saindo pela porta da frente.
 - Oh sim! - Angela estapeou a própria testa. - Mas ela pode fazer ensopadinho e me dar pras irmãs dela. Hey! Volta aqui!!

===xxx===

A menina ruiva olhava a caçadora de cima abaixo. Olhos arregalados, lábios contraídos, mãos escondidas debaixo dos flancos dos braços. Tremia. O menino-inseto aplicava um unguento na testa do atarracado Smithens, o ferreiro do grupo, ele resmungava coisas inteligíveis e às vezes cuspia um pouco de saliva misturada com sangue ao chão (O conteúdo dali era imediatamente absorvido pelo asfalto num piscar de olhos).
 - Ela tá demorando. - disse Nakamori pedindo que Smithens segurasse o pano na fronte.
 - Não é a demora de Angie que me perturba, Naki. - a voz da caçadora fez a mocinha ali perto na tenda dos militares se contorcer. Logo não se viu para onde ela fora. Raine sabia da existência da menina prodígio, mas não estava com sua atenção virada à ela. Seu celular tocou - muitas pessoas ali paradas na entrada de um teatro feito de abrigo para os residentes da cidade devastada por um furacão a olharam inquisidoras, não havia sinal de telefonia há dias - Raine atendeu disfarçadamente se afastando de seu grupo e dando a volta pela tenda dos militares que manobravam os feridos no teatro. - Dê-me uma notícia boa, Prince.
 - A quimera é consciente. Sonho antigo. Bem antigo. - a voz do Pomposo estava arrastada e cansada. - A maluca foi atrás dela, parecem que estão em bons termos, mas a quimera tem uma dívida com a mãe da menina.
 - Não podemos deixar alguém tão antigo assim caminhando livremente nesse lugar devastado, Prince... - Raine colocou uma das mãos no rosto e esfregou a testa com força. A enxaqueca crescera depois do baque recebido pelos ventos do furacão. E aquele lugar era quente, muito quente. Um guincho foi ouvido ao seu lado, perto de uma lata de lixo revirada, a líder dos Caça-Quimera virou-se devagar e viu a jovenzinha ruiva esconder seu rosto dela. - Prince, tenho que desligar. Mantenha-me informada, sim?
 - Pode deixar... - o clique de desligar foi esquecido, Raine colocou o celular no bolso detrás de sua calça e caminhou lentamente até a garota de nem poucos 16 anos. Já caçara Prodígios há centenas de anos atrás, mas ver um tão pequeno e indefeso era novidade. Pigarreou silenciosamente para melhorar a voz, pensou em algo para dizer.