Pesquisando

domingo, 10 de maio de 2015

Escreva sobre algo que você tenha se arrependido.

Mais outro domingo tardio de 20 coisas para se escrever quando estiver em um bloqueio de escrita, enquanto a quiançada está com as mães em seus lares, estou aqui hibernando no talan por motivos escusos de dificuldade de mobilidade transitória, um clima da powha pra atrapalhar, a falta de dinheiro e obedecendo uma velha ordem da querida Entesposa do tipo: "Isso a gente pode fazer todos os dias, não é só domingo que conta." - e realmente temos a mesma opinião sobre o Dia das Mães.

Óbvio que a tradição na minha família por parte materna se esvai que é uma beleza e eu tou contribuindo com isso. Se eu me arrependo?


E adivinha o que vai se tratar o post de hoje?

Write about something you regret.
Escreva sobre algo que você tenha se arrependido.

Tirando a vaquinha giratória em um fundo de galáxias, há coisas nessa vida que a gente se arrepende amargamente de ter ou não ter feito.





Essa música faz total sentido no contexto de agora.

Uma das coisas que mais me arrependo na vida é de pensar demais. Porque isso traz lembranças demais, o que traz mais arrependimentos menores para a lista de arrependimentos e esses menorezinhos costumam ser o "Por que não fiz tal coisa?". Fica em segundo lugar o de "Por que não percebi antes?" e pro terceiro e mais doído lugar que quero manter no mesmo: "Por que deixei isso acontecer?".

Esses "porquês" são uma fonte infindável de pensamentos que inevitavelmente vão me levar ao sentimento de culpa, logo o arrependimento está armazenado ali. Tá tudo tão interligado que ao fazer a desconstrução, tenho que ir direto onde NÃO DEVO começar a pensar, então faço coisas para me distrair como escrever, ler textos científicos, atazanando o Walter, planejando a dominação mundial via bibliotecas escolares.

Não tou brincando, faço essas rotinas pra me manter em cheque, se não, tou ferrada.

O não-fazer me deixa inquieta, pois em muitas das oportunidades de se fazer algo que me são dadas, acaba sendo no impulso. E no impulso eu ajo de forma terrivelmente estranha = eu paraliso.

Então me arrependo de não ter feito coisas na maior parte do tempo. De não ter a coragem suficiente de falar o que queria, fazer o que era preciso para fazer uma situação se acertar (Se que seria possível, mas nunca se sabe, e agora jamais vou saber mesmo) sentir o que realmente queria estar sentindo (Ou admitir a mim mesma que estava sentindo) e não me permitir sair da conchinha quando era preciso.

Eu me arrependo também de não ter me aplicado melhor na Letras - fazer um Mestrado em Literatura, algo assim - mas se estava escrito que meu Destino era a Biblioteconomia, não vou reclamar muito não.

E pra finalizar, algo que estou aprendendo nesses dias melhores: me arrependo de não acreditar em mim mesma quando tudo tava desmoronando. Talvez se eu tivesse feito esse movimento não estaria tão f***** emocionalmente com os acúmulos de anos perdidos que tive.

Tem muita coisa, cacete.
Não tem como listar.