Pesquisando

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sonho Estranhos com detalhes - Zumbis domesticados

Acho que ver Return of the Living Dead 3 com a Melinda Clarke não foi uma boa idéia…
Zumbis militarizados e gás tóxico usado para guerrear? WUT?! E por que raios fazer isso nos EUA? Eles não preferem ferrar com nações “potencialmente perigosas” (aka cheia de campos de petróleo) não?!

Mas vamos ao sonho de hoje:
*musiquinha de programa matinal*


  • Pegue um filme classe D dos anos 80 com mortos-vivos;
  • Junte com Biologia genética que Mendell nos ensinou no Ensino Médio;
  • Faça o cruzamento das ervilhas com os milhos;
  • (Azinho azinho azão azão azão do meio, azinho 3/4 por aí vai)
  • Deixe de repouso e vá dormir tranquilo… Ou mais ou menos isso…


Lá estava eu em algum canto civilizado de algum lugar do planeta. A cidade era grande e bem organizada e tinha uma linha férrea passando pelo canto. Detalhe: Não havia ninguém nas ruas. Quase como aqui em Floripa que a partir das 13h não há UMA viva alma na rua, nem carro, nem nada.

Como meu espírito nada aventureiro me diz para lootar as coisas antes de perceber a gravidade da situação, eu looto algumas coisas caídas do chão, inclusive um relógio quebrado que não vai me servir de nada. Anda anda anda, pede informação a um sujeito maltrapilho se aproximando. Whoooooooooa!
Diálogo nonsense a seguir:



Hey! Sabe pra onde vai pro centro aqui?” – cara não responde, continua andando.
Se eu subir por aqui, chego no centro?” – e o cara continua andando só que na minha direção.
Qual ônibus que eu posso… GAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!” – saio correndo porque sim, obviamente ele era um zumbi maltrapilho. E deveria estar com fome. E eu pedindo informações para um morto-vivo.

Corre corre corre, pára na frente de uma escola imeeeeensa estadual – tinha uma placa, não lembro o nome da escola – não entro imediatamente, mas vou procurando alguém, qualquer pessoa que esteja na mesma situação que eu (Não de querer ir pro Centro, mas aaaaaah vocês entenderam!). Um cara fortinho me puxa pro outro lado do muro e me diz pra ficar quieta.

Momentos de tensão. Depois ele me olha de cima abaixo e pergunta por mordidas. E eu?
Só encontrei um ali óh!” – aponta pro lado que veio.

Um grupo de “sobreviventes” chega, é um grupo grande pelo jeito, todos enfurnados em uma casinha de galpão que ficava no andar superior – e as escadas de ferro estrategicamente quebradas para prevenir possíveis zumbis atléticos e ginastas – eu olho pra rua, olho pro galpão. Rua, galpão. A rua não estava vazia até aquele momento?! Corre, corre, sobe na escadinha improvisada, evita para não gritar feito menininha. Respira fundo.

É, estamos ferrados. e sem armas e sem chance de escapatória. Tem gente demais ali se espremendo em baixo, zumbis deveriam ter noção de densidade demográfica.

Então um cara grandão chega com uma pick-up toda reformada e tunada e seilá mais o quê e o povo começa a descer para pegar carona e eu vou junto (Wait? Eu vou junto?!) e ele acelera e tudo mais, eeeeeh estamos indo para a Terra do Metal onde não tem zumbis e a passagem é só 1 real, mas nada. Tem um muro do lado da ferrovia de onde começamos. Crap.

Carro FAIL, galera desesperada, zumbis nomnomnom, eu desviando pra não levar mordida e olha só, vou fazer a técnica estúpida do xerife Rick de The Walking Dead. Nhé, fingir ser um deles. O grunhido ajudou um pouco, não era tão murloquiano, mas dava pra disfarçar. Um que passou perto de mim continuou andando atrás dos sobreviventes. A minha vontade era de gritar: “Imita eles que dá certo!“, mas bem… Se eu gritasse seria burrice né? E eu lá faço burrice em sonhos? xDDD

Consigo passar com aquilo por um tempo até uma zumbi particularmente muito limpinha e conservada me bate na cabeça. Forte. Assim óh! Aaaaaaau minha cabeça! E então sou levada a força para dentro do colégio (High School of Deeeeeead!!) para encontrar um bando de zumbis felizes, sem decomposição e reformando o colégio…

Mudei de sonho e nem vi?! o____O




Zumbi domesticado – Awwwww, olha só! Ele sorriu pra gente! Vamos levar pra casa?!
Então a zumbi menina vai me explicando que eles estão ali para trazer bondade ao Mundo e blablabla, que eles não planejam nada de mal, que querem que os outros zumbis como eles sejam domesticados e trazidos a civilização (Aí nessa hora já estou no pátio com dezenas de quianças zumbi fazendo artesanato. Isso é propaganda política é?), mas para isso os sobreviventes precisam entender que matar seus amigos sem cérebro (Ahn… bem…) lá fora é ruim mmmkay? Que eles devem ir para a escola e aprenderem a controlar os seus instintos básicos.

E não é EXATAMENTE isso que a gente faz ao ir pra Escola nessa Sociedade Moderna?! Alguém perdeu o memorando sobre a dominação cultural?

Eu queria fazer uma pergunta, mas preferi ficar quieta pra não dar raaaaage zombie em mim. E todos eram tão gentis uns com os outros! E toda aquela atmosfera de culto religioso implantado e gentilezas e firulas e olha que fofo, pinturas de crianças zumbis nas paredes com tinta guache… Parecia Escola Dominical de Igreja Protestante, sem decomposição, mesmos acéfalos. Mas sabe-se lá o que fazer quando o raaaaage zombie aparece quando discordamos do método de aprendizagem…

Eu sorria, sorria mais que podia e achava tudo maravilhoso. Fazia aqueles sons de apreciação quando não há pretensão alguma de elogiar, Gee não quero visitar a cantina deles…

Depois do tour que incluía uma sala de odontologia zumbi – zumbis com a face parcialmente deterioradas tinham implantes! Da onde eles tiravam as partes de implantes? Não pergunte! – E olha só, um zumbi médico veio me explicar que o processo era simples: A bactéria que afetou eles fazia fotossíntese (???), então quanto mais tempo eles ficassem em exposição ao Sol, mais regenerava as células mortas…

Isso tem procedência? Isso é cientificamente viável? WTF a Avon já não se apoderou disso e implementou no Renew 3000?! Okay, fotossíntese! Se você fala senhor médico zumbi, eu acredito, ainda mais porque você é o dobro do meu tamanho e deve ter algum bisturi escondido aí. Que maravilha! Que maravilha! Eu no meu desespero particular pergunto discretamente:

Será que posso falar com meus amigos lá fora? Eles podem querer vir pra cá, não?” – o sorrisão foi unânime, mas ainda achei que eles tavam de sacanagem. O médico foi pra sala de dentista, a menina ficou ali tagarelando sobre o pátio detrás que tinha aulas de educação física (???) e eu dei uma escapada rápida pela tangente e saí correndo por um buraco no muro que tinha do outro lado. Parei na ferrovia novamente.

WTF com essa ferrovia!! É Resident Evil Zero é?! Pulei os trilhos e fui para o outro lado esperando encontrar alguém, é encontrei sim… O mesmo cara lá de pedir informação pro centro nomnomnom alguns que havia visto no galpão. Foi o momento de ser heroicamente idiota e pular em cima do zumbi mau educado com uma pedra enorme ali perto, mas não deu certo porque todo mundo ali já estava no estágio de braaaaaains. ya’know what? Cansei. Corri de volta pro colégio, o povo atrás de mim e tchananan!! Foram capturados e levados para reeducação alimentar seja lá o que for que isso signifique.

A menina zumbi ficou me encarando com aquele olhar de: “E aí, vai entrar ou não?” e então eu corri pro lado oposto. Pra me ferrar é claro, porque é exatamente nessas horas em que cismo que posso dirigir carros em sonhos é que vem a parte pior, o carro não funciona. O sonho foi interrompido pela tiazona do andar de cima que costura pra fora e que a máquina está bem acima da minha cabeça aqui na cama. Aí fica o dia todo “Vrrrrrrrrrrrr vrumvrum vrrrrrrrrrrr…

Valeu tia da costura! Não queria ser nomnomnomnom pelos zumbis cultistas fanáticos.

Próxima vez, forço um sonho com Silent Hill. Lá tem cultista fanático, mas posso muito bem atordoar a aparência dos monstros e dos tipos de armas usados. Nurses de cabelo preto com algodão doce ao invés de bisturis/facas/pistolas/cano de ferro, dammit!! Facona do Pyramid Head?! É de chocolate! Chocolate ao leite! Tudo é possível em morrinhos amaldiçoados que vão conforme sua imaginação perversa.

Conclusão do sonho: Não assistam Return of Living Dead 3, tá? E não pensem que zumbis podem ser domesticados como em instituições religiosas, não dá certo. E a conclusão mais exata no momento extraída direto do primeiro episódio de Buffy – a Caça-vampiros: